Acessibilidade aos Serviços de Saúde para Casos de Sífilis Gestacional em uma Capital da Região Norte do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v17i104p19100-19109Palavras-chave:
Acesso aos serviços de saúde, Sífilis congênita, Sífilis na gestação, Cuidado pré-natal, Saúde materno-infantilResumo
Objetivo: Descrever a acessibilidade aos serviços de saúde para sífilis na gestação em uma capital da Amazônia. Método: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir de visitas técnicas a unidades da rede de atenção à saúde, incluindo a atenção primária, vigilância epidemiológica e atenção terciária, para contextualizar o fluxo de cuidado. Resultados: O diagnóstico da sífilis gestacional ocorre na atenção primária, via testes rápidos, com boa adesão ao tratamento pelas gestantes, mas baixa adesão dos parceiros sexuais. A vigilância epidemiológica centraliza a notificação compulsória e promove capacitações, porém não realiza o acompanhamento direto dos casos, o que contribui para a subnotificação. A atenção terciária atende casos de sífilis majoritariamente em coinfecção com HIV, encaminhando gestantes para maternidades. Conclusão: A acessibilidade é dificultada pela fragmentação do cuidado, pela baixa adesão dos parceiros e pela subnotificação, que se configuram como os principais desafios para o controle da sífilis gestacional.
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