Práticas de esterilização: Implicação na prevenção de infecção cirúrgica e impactos ambientais
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v18i113p20914-20927Palavras-chave:
Infecção de ferida cirúrgica, Esterilização, Segurança do paciente, Sustentabilidade ambientalResumo
Objetivo: Analisar, de forma reflexiva, as práticas de esterilização e desinfecção, suas
implicações na prevenção de Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC) e os impactos
ambientais atrelados a essas rotinas, problematizando a integração entre processos
seguros e sustentáveis no ambiente hospitalar. Método: Tratou-se de uma revisão
narrativa de literatura, construída a partir da análise crítica e interpretativa de
produções científicas selecionadas em bases de dados, utilizando descritores
extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e do Medical Subject
Headings (MeSH). A síntese teórica foi estruturada mediante articulação dialética
entre evidências científicas, práticas institucionais e responsabilidade socioambiental.
Resultados: A reflexão evidenciou que, embora a eficácia dos métodos de
esterilização e a adoção de pacotes de intervenção (bundles) reduzam as taxas de
infecção perioperatória, o modelo hegemônico de processamento de materiais gera
impactos ambientais significativos pelo consumo excessivo de recursos hídricos,
energéticos e químicos. A translação do conhecimento esbarra em desafios
estruturais para conciliar o rigor microbiano com a redução da pegada ecológica,
revelando uma tensão paradigmática entre segurança do paciente e sustentabilidade
ambiental. Conclusão: As práticas de esterilização constituem alicerce para a2
prevenção de infecções cirúrgicas, mas a excelência assistencial não pode ser
dissociada da responsabilidade socioambiental, exigindo repensar criticamente os
protocolos institucionais e investir em inovações que garantam um cuidado seguro e
ecologicamente sustentáve








