Tendência das Taxas de Nascidos Vivos Em Adolescentes no Brasil, São Paulo e Piracicaba

Authors

Keywords:

Nascido Vivo, Diagnóstico da situação de saúde, Gravidez

Abstract

Objetivo: Analisar a tendência de nascidos vivos em adolescentes no Brasil, no estado de São Paulo e no município de Piracicaba, no período de 2000 a 2023. Métodos: Utilizou-se dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC). Foram calculadas as taxas de nascidos vivos (número de nascidos vivos por 1.000 adolescentes do sexo feminino) nas faixas de 10 a 14 anos e de 15 a 19 anos, em cada ano. Realizou-se análises de correlação de Pearson entre as taxas de nascidos vivos e o ano, considerando o nível de significância de 5%. A seguir foram construídos gráficos de controle para estudar os padrões na série de dados. Resultados: Entre 2000 e 2023, a taxa de nascidos vivos entre adolescentes no Brasil apresentou queda significativa. Na faixa etária de 10 a 14 anos, a taxa reduziu de 3,29 para 1,96 por 1.000 adolescentes, com correlação negativa moderada com o ano. Para adolescentes de 15 a 19 anos, a queda foi mais acentuada, de 80,08 para 39,00, com correlação negativa muito forte. Considerando ambas as faixas, a taxa caiu de 42,15 para 20,89. No estado de São Paulo, os dados indicam queda significativa, com taxas passando de 2,36 para 0,93 (10 a 14 anos) e de 70,27 para 27,29 (15 a 19 anos). Em Piracicaba, observou-se correlação negativa fraca para 10 a 14 anos e muito forte para 15 a 19 anos, com redução das taxas e presença frequente de pontos nas zonas de controle inferior a partir de 2019. Conclusão: Houve redução nas taxas de nascidos vivos entre adolescentes no Brasil, no estado de São Paulo e em Piracicaba no período de 2000 a 2023.

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Published

2026-03-06

How to Cite

Gaspar Mancilha , J., Vieira de Barros Arato, C., Renata Almeida Cezário, L., Antonio Tuon, R., Gallego Arias Pecorari, V., de Fátima Possobon, R., Bovi Ambrosano, G., & Laura Cortellazzi, K. (2026). Tendência das Taxas de Nascidos Vivos Em Adolescentes no Brasil, São Paulo e Piracicaba. Sa´úde Coletiva (Barueri), 17(105), 19414–19429. Retrieved from https://www.revistasaudecoletiva.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/3855

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