“Era pra eu ter conseguido fazer ao menos alguma coisa”: protocolos, frustrações e silenciamentos emocionais no atendimento odontológico a pacientes com deficiência
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v17i106p19544-19559Palavras-chave:
Percepção, Dentistas, Pessoas com DeficiênciaResumo
Objetivo: Compreender a percepção dos cirurgiões-dentistas sobre o atendimento a PcDs. Método: Foi realizada pesquisa clínico-qualitativa com entrevistas individuais e em profundidade com roteiro semi-estruturado realizadas com com cirurgiões dentistas atuantes da esfera privada de atendimento. As entrevistas foram audiogravadas e transcritas na íntegra. Posteriormente foram analisadas por pares pesquisadores através da técnica de análise de conteúdo em sete passos. Resultados: Emergiram três categorias: “Os protocolos na formação odontológica e o manejo dos casos: caminhos que facilitam ou rigidez que limita?”, “Entre o idealizado e o possível, surge a frustração” e “A angústia do profissional frente às próprias emoções durante o cuidado”. Conclusão: O atendimento odontológico a PcDs envolve desafios que ultrapassam a técnica, expondo dificuldades emocionais pouco abordadas na formação. A rigidez dos protocolos limita a autonomia dos profissionais, gerando frustração e insegurança diante de casos complexos. Sem preparo para lidar com as próprias emoções, muitos acabam silenciando seu sofrimento durante o exercício da prática clínica.
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