Evolução Temporal e Distribuição Espacial da Reação Hansênica, 2001-2022
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i103p18664-18679Palavras-chave:
Hanseníase, Reações hansênicas, Análise espacial, Estudos de séries temporais, Vigilância em saúde públicaResumo
Objetivo: Analisar a distribuição espacial e temporal dos episódios reacionais da hanseníase. Método: Estudo ecológico, com dados do sistema de informação de agravos de notificação referentes a 2001–2022. As variáveis sociodemográficas foram analisadas no software SPSS. A distribuição espacial utilizou técnicas de georreferenciamento, Getis-Ord General G e Getis-OrdGi, enquanto a análise temporal empregou o método Prais-Winsten e a decomposição sazonal e de tendência por Loess. Resultados: Entre 26.298 casos de hanseníase notificados, 15.911 apresentaram episódios reacionais, predominando em homens, pessoas brancas, com ≥60 anos, baixa escolaridade e residentes em áreas urbanas/periurbanas. Identificaram-se aglomerados espaciais em todas as macrorregiões, com maior concentração nas regiões Norte e Oeste. Conclusão: A taxa de detecção manteve-se estacionária, evidenciando padrões regionais que subsidiam ações de vigilância e manejo direcionadas às áreas de maior risco.
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