Indicativos de Burnout em Enfermeiros do Cuidado Ambulatorial e Gestão em Transplante de Órgãos

Autores

  • Giovana Helbe Gomes Discente da Graduação de Enfermagem da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE). https://orcid.org/0009-0006-7095-0126
  • Heloisa Barboza Paglione Enfermeira Sênior do Programa de Transplantes do Hospital Israelita Albert Einstein. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Doutoranda da UNIFESP; Escola Paulista de Enfermagem. https://orcid.org/0000-0002-4656-1917
  • Jéssica Martins Lanzoni Coordenadora de Enfermagem do Programa de Transplante de Órgãos do Hospital Israelita Albert Einstein; São Paulo; Brasil. https://orcid.org/0009-0004-6726-6599
  • Renata Camargo Alves Professora assistente da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, Hospital Isra- elita Albert Einstein, São Paulo; Brasil. Doutora pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Filho (UNESP). https://orcid.org/0000-0003-0955-7086
  • Priscilla Caroliny de Oliveira Professora associada da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein; Hospital Israelita Albert Einstein; São Paulo; Brasil. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo. https://orcid.org/0000-0002-5511-1547

DOI:

https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i100p17136-17149

Palavras-chave:

Esgotamento profissional, Transplante, Equipe de enfermagem

Resumo

Objetivo: Mensurar a prevalência da Síndrome de Burnout em enfermeiros atuantes no Programa de Transplantes de Órgãos Sólidos. Método: Estudo exploratório, descritivo e transversal, realizado em 2024 em um centro transplantador de órgãos sólidos localizado no município de São Paulo. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico e do Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey (MBI-HSS) utilizado para avaliação dos níveis de Burnout. Resultados: A amostra foi composta por 16 enfermeiros, majoritariamente mulheres (93,7%), com média de 38,9 anos. Destes, 62,5% atuavam no ambulatório e 37,5% em cargos de gestão. Os escores médios do MBI-HSS indicaram exaustão emocional moderada (18,75 ± 8,9), despersonalização baixa a moderada (5,00 ± 2,4) e realização pessoal elevada (38,81 ± 11,3). Conclusão: Foram identificados sinais sugestivos da Síndrome de Burnout entre enfermeiros do Programa de Transplantes de Órgãos Sólidos, especialmente entre aqueles da gestão, que apresentaram maior vulnerabilidade emocional, reforçando a necessidade de estratégias institucionais de prevenção e apoio à saúde mental.

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Publicado

2025-09-25

Como Citar

Gomes, G. H., Paglione, H. B., Lanzoni, J. M., Alves, R. C., & Oliveira, P. C. de. (2025). Indicativos de Burnout em Enfermeiros do Cuidado Ambulatorial e Gestão em Transplante de Órgãos. Saúde Coletiva (Barueri), 16(100), 17136–17149. https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i100p17136-17149

Edição

Seção

Artigo Original