Indicativos de Burnout em Enfermeiros do Cuidado Ambulatorial e Gestão em Transplante de Órgãos
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i100p17136-17149Palavras-chave:
Esgotamento profissional, Transplante, Equipe de enfermagemResumo
Objetivo: Mensurar a prevalência da Síndrome de Burnout em enfermeiros atuantes no Programa de Transplantes de Órgãos Sólidos. Método: Estudo exploratório, descritivo e transversal, realizado em 2024 em um centro transplantador de órgãos sólidos localizado no município de São Paulo. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico e do Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey (MBI-HSS) utilizado para avaliação dos níveis de Burnout. Resultados: A amostra foi composta por 16 enfermeiros, majoritariamente mulheres (93,7%), com média de 38,9 anos. Destes, 62,5% atuavam no ambulatório e 37,5% em cargos de gestão. Os escores médios do MBI-HSS indicaram exaustão emocional moderada (18,75 ± 8,9), despersonalização baixa a moderada (5,00 ± 2,4) e realização pessoal elevada (38,81 ± 11,3). Conclusão: Foram identificados sinais sugestivos da Síndrome de Burnout entre enfermeiros do Programa de Transplantes de Órgãos Sólidos, especialmente entre aqueles da gestão, que apresentaram maior vulnerabilidade emocional, reforçando a necessidade de estratégias institucionais de prevenção e apoio à saúde mental.
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