Mortalidade materna e vigilância do óbito no ciclo gravídico-puerperal: estudo observacional na Região de Saúde de Piracicaba, São Paulo, 2017–2022

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v17i107p19924-19941

Palavras-chave:

Mortalidade Materna, Monitoramento Epidemiológico, Atenção Primária à Saúde, Enfermagem, Cuidado Pré-Natal

Resumo

Objetivo: Avaliar a mortalidade materna na Região de Saúde de Piracicaba (RRAS-14) entre 2017 e 2022, analisando características e fatores associados para melhorar a assistência materna. Métodos: Estudo observacional com base em 3.019 óbitos de mulheres em idade fértil, sendo 90 durante o ciclo gravídico-puerperal. Dados foram coletados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e comitês de vigilância. Resultados: A maioria das mortes ocorreu no puerpério (53,3%), em mulheres de 15 a 49 anos, brancas (65,6%) e com ensino médio (43,03%). Causas indiretas prevaleceram (54,4%), e a mortalidade materna foi a décima principal causa de morte na região. A análise de óbitos variou de 45,5% em 2018 para 50,0% em 2019. Conclusão: A mortalidade materna permanece, em grande parte, evitável. O fortalecimento do pré-natal, parto e puerpério, aliado à qualificação de investigações, é essencial para reduzir desigualdades e melhorar a assistência materna.

Referências

World Health Organization. SDG Target 3.1 Maternal mortality [Internet].

Geneva: WHO; 2024 [cited 2025 Jul 16]. Available from:

http://www.who.int/gho/maternal_health/countries/en/#S

World Health Organization. Trends in maternal mortality 2000 to 2020:

estimates by WHO, UNICEF, UNFPA, World Bank Group and

UNDESA/Population Division [Internet]. Geneva: WHO; 2023 [cited 2025 Jul

. Available from: https://www.who.int/publications/i/item/9789240068759

Szwarcwald CL, Almeida WS, Damacena GN, Souza Júnior PRB,

Szwarcwald CL, Malta DC, et al. Estimação da razão de mortalidade materna

no Brasil, 2008–2011. Cad Saude Publica. 2014;30(Suppl 1):S71–83.

Laurenti R, Jorge MHP, Gotlieb SLD. Mortes maternas e mortes por causas

maternas. Epidemiol Serv Saude. 2008;17(4):283–92.

Pan American Health Organization. Plan de acción para acelerar la reducción

de la mortalidad materna y la morbilidad materna grave [Internet]. Washington

(DC): PAHO; 2017 [cited 2025 Jul 16]. Available from:

https://www.paho.org/es/node/56778

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde.

Departamento de Programas de Saúde. Coordenação Materno-Infantil.

Manual dos comitês de mortalidade materna. Brasília (DF): Ministério da

Saúde; 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica

de Saúde da Mulher. Manual dos comitês de mortalidade materna [Internet].

nd ed. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2002 [cited 2022 Aug 23].

Available from:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_comites_mortalidade_mat

erna.pdf

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim

epidemiológico: mortalidade proporcional por grupos de causas em mulheres

no Brasil em 2010 e 2019 [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2021

[cited 2022 Mar 15]. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-

de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2021

Brasil. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 1.119, de 5 de

junho de 2008. Regulamenta a vigilância de óbitos maternos [Internet].

Brasília (DF): Diário Oficial da União; 2008 [cited 2023 Apr 18]. Available

from:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1119_05_06_2008.ht

ml

Wells RHC, Bay-Nielsen H, Braun R, Israel RA, Laurenti R, Maguin P, Taylor

E. International statistical classification of diseases and related health

problems [Internet]. 10th rev. Geneva: World Health Organization; 2011 [cited

Jul 22]. Available from: https://share.google/CAWpDZGez90I4veEC

Conselho Federal de Enfermagem. Razão de mortalidade materna no Brasil

se equipara à de 25 anos atrás [Internet]. Brasília: Cofen; 2023 [cited 2023

Jul 26]. Available from: https://www.cofen.gov.br/razao-de-mortalidade-

materna-no-brasil-se-equipara-a-de-25-anos/

United Nations Population Fund. Maternal mortality in Brazil increased 94%

during the pandemic [Internet]. Brasília: UNFPA; 2022 [cited 2023 Sep 5].

Available from: https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/razao-da-mortalidade-

materna-no-brasil-aumentou-94-durante-pandemia-fundo-de-populacao-da-

onu

Silva FL, Russo J, Nucci M. Gravidez, parto e puerpério na pandemia: os

múltiplos sentidos do risco. Horiz Antropol. 2021;27(59):245–65.

United Nations Population Fund, Observatório Obstétrico Brasileiro. Saúde

materna e COVID-19: panorama, lições aprendidas e recomendações para

políticas públicas [Internet]. Brasília (DF): UNFPA; 2023 [cited 2023 Jun 29].

Available from: https://brazil.unfpa.org/pt-br/publications/saude-materna-e-

covid-19

Souza ASR, Amorim MMR. Maternal mortality by COVID-19 in Brazil. Rev

Bras Saude Mater Infant. 2021;21(Suppl 1):253–6.

Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente. Guia para

implantação dos comitês de mortalidade materna, infantil e fetal [Internet].

São Paulo: Fundação Abrinq; 2023 [cited 2023 Aug 10]. Available from:

https://fadc.org.br/sites/default/files/2023-08/guia-para-implantacao-dos-

comites-de-prevencao-da-mortalidade-materna-infantil-e-fetal_0.pdf

Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança

e do Adolescente Fernandes Figueira. Portal de boas práticas em saúde da

mulher, da criança e do adolescente [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2024

[cited 2024 Mar 16]. Available from: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br

Buss PM, Pellegrini Filho A. A saúde e seus determinantes sociais. Physis.

;17(1):77–93.

Santana MMM, Gama SGN, Theme Filha MM. Mortalidade materna no

município de Belém, Estado do Pará, em 2004: uma avaliação do Sistema de

Informações sobre Mortalidade. Epidemiol Serv Saude. 2008;17(1):1–10.

Observatório Obstétrico Brasileiro. Óbitos de gestantes e puérperas, 2022

[Internet]. 2022 [cited 2023 Oct 20]. Available from:

https://doi.org/10.7303/syn44144271

Fundação Oswaldo Cruz. Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre o parto e

nascimento, 2011–2012 [Internet]. Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz; 2019 [cited

Aug 16]. Available from: https://nascernobrasil.ensp.fiocruz.br

Pacagnella RC, Nakamura-Pereira M, Gomes-Sponholz F, Aguiar RALP,

Guerra GVQL, Diniz CSG, et al. Maternal mortality in Brazil: proposals and

strategies for its reduction. Rev Bras Ginecol Obstet. 2018;40(9):501–6.

Brasil. Governo do Distrito Federal. Secretaria de Estado de Saúde. Boletim

epidemiológico sobre óbitos maternos [Internet]. Brasília (DF): GDF; 2013

[cited 2023 May 10]. Available from: https://www.saude.df.gov.br

Laurenti R, Buchalla CM, Lolio CA, Santo AH, Mello Jorge MHP. Mortalidade

de mulheres em idade fértil no município de São Paulo (Brasil), 1986: II –

mortes por causas maternas. Rev Saude Publica. 1990;24(6):468–72.

Publicado

2026-04-13

Como Citar

Zanatta, E. M. P., gomes, V. R., Marcelino, J. I. dos R., goulart, G. A., Godoy, L. C. D. F. de, Oliveira, M. C. de, Guerra, L. M., & Leme, P. A. T. (2026). Mortalidade materna e vigilância do óbito no ciclo gravídico-puerperal: estudo observacional na Região de Saúde de Piracicaba, São Paulo, 2017–2022. Saúde Coletiva (Barueri), 17(107), 19924–19941. https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v17i107p19924-19941

Edição

Seção

Artigo Quantitativo