Colonialidade da Vida e do Cuidado: Horizontes Decoloniais nas Ciências da Saúde em Revisão Integrativa
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i103p18346-18357Palavras-chave:
Saúde Pública, Racismo, Desigualdades em saúde, Epistemiologia, RevisãoResumo
A constituição das ciências da saúde está profundamente vinculada à expansão colonial, à racialização de populações e à hegemonia biomédica como regime de verdade. Apesar do avanço recente das discussões sobre colonialidade e decolonialidade, o campo permanece fragmentado, com abordagens teóricas e metodológicas dispersas. Este estudo sintetiza a produção científica de 2015 a 2025 por meio de uma revisão integrativa sistematizada realizada em SciELO, PubMed, Web of Science, Scopus, BVS, PsycINFO e Google Scholar. Após triagem e avaliação crítica, 48 estudos compuseram a análise, organizada em cinco eixos: fundamentos históricos da colonialidade; dimensões epistemológicas do cuidado; ontologias corporais; racionalidades políticas e necropolítica; e perspectivas de decolonialidade e reconstrução do campo. A síntese evidencia que a colonialidade segue estruturando práticas, epistemes e políticas de saúde, enquanto projetos de decolonialidade apontam caminhos éticos e epistêmicos para transformar o cuidado e fortalecer justiça social e cognitiva.
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