Sífilis Gestacional no Estado do Pará: Diagnóstico Situacional
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i98p16482-16493Palavras-chave:
Sífilis, Gestação, Cuidado pré natalResumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de sífilis gestacional no estado do Pará. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico referentes os casos notificados de sífilis gestacional no estado do Pará, entre o período de 2019 a 2024. Resultados: Os resultados mostraram maior prevalência em 2022 e 2024, com predominância entre gestantes com Ensino Médio e idade entre 20 e 39 anos. Indivíduos de cor parda representaram a maioria dos casos. Clinicamente, a forma primária foi a mais comum, seguida pela latente. Houve alta prevalência de resultados reativos nos testes treponêmicos e não treponêmicos, apesar de muitos registros ignorados ou não realizados. Conclusão: A análise indica que as desigualdades regionais na oferta de serviços de saúde no Pará, especialmente em áreas interioranas, dificultam o controle da sífilis gestacional.
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico para o diagnóstico da sífilis [Internet]. 2021 [citado 2025 mar 2]. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/manual-tecnico-para-o-diagnostico-da-sifilis
Rowley J, Van Hoorn S, Korenromp E, Low N, Unemo M, Abu-Raddad L, et al. Chlamydia, gonorrhoea, trichomoniasis and syphilis: global prevalence and incidence estimates, 2016. Bull World Health Organ. 2019;97:548–62.
Costa L. Sífilis na gestação aumenta chance de desfechos negativos em recém-nascidos [Internet]. Fundação Oswaldo Cruz; 2024 maio 6 [citado 2025 maio 11]. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/2024/05/sifilis-na-gestacao-aumenta-chance-de-desfechos-negativos-em-recem-nascidos
Romero A. A sífilis é uma IST causada pela bactéria Treponema pallidum. Consenso Epidemiol Serv Saúde. 2021;30(spe1).
Libonati GS, Mota. Casos notificados de sífilis congênita e seus impactos. Braz J Hea Rev. 2020;3(5):11659–69.
Korenromp EL, et al. Global burden of maternal and congenital syphilis and associated adverse birth outcomes—Estimates for 2016 and progress since 2012. PLoS ONE. 2019;14(2):e0211720. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0211720
Bomfim VVBS, et al. A importância do pré-natal no diagnóstico e tratamento da sífilis congênita. Rev Eletr Acervo Saúde. 2021;13(7):e7969.
Faria V. Brasil deixou de notificar 45 mil casos de sífilis gestacional em uma década, diz estudo [Internet]. Folha de S.Paulo; 2023 out 10 [citado 2025 maio 11]. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2023/10/brasil-deixa-de-notificar-45-mil-casos-de-sifilis-gestacional-em-uma-decada-diz-pesquisa.shtml
Brasil. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico de Sífilis 2023 [Internet]. Brasília: MS; 2023 [citado 2025 abr 30]. Disponível em: https://www.gov.br/saude
Almeida PD, Araújo Filho ACA, Araújo AKL, Carvalho ML, Silva MGP, Araújo TME. Análise epidemiológica da sífilis congênita no Piauí. Rev Interdisciplinar. 2015;8:62–70.
Arandia JC, Leite JCRAP. Sífilis na gestação e fatores que dificultam o tratamento na Atenção Primária: revisão integrativa. Rev Eletr Acervo Enferm. 2023;23(1):e11557. Disponível em: https://doi.org/10.25248/reaenf.e11557.2023. Acesso em: 9 fev. 2025.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2023 [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2023 [citado 2025 maio 11]. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9103-estimativas-de-populacao.html
Costa LM, et al. Sífilis gestacional: desafios persistentes na saúde materna no Brasil. Cad Saúde Pública. 2021;37(10):e00121520. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00121520
Brasil. Ministério da Saúde. Pará registra crescimento de cirurgias eletivas; mais de 320 mil operações já foram realizadas [Internet]. O Liberal; 2025 jan 18 [citado 2025 maio 11]. Disponível em: https://www.oliberal.com/para/para-registra-crescimento-de-cirurgias-eletivas-mais-de-320-mil-operacoes-ja-foram-realizadas-1.912473
Souza MR, et al. Impactos da pandemia de COVID-19 nos serviços de saúde sexual e reprodutiva: o caso da sífilis gestacional. Rev Saúde Pandemia. 2023;1(3):45–53.
Santos LG, et al. Perfil epidemiológico da sífilis gestacional no Brasil: uma análise temporal entre 2011 e 2021. Rev Saúde Pública. 2022;56:e115. Disponível em: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2022056004129
Barreto DA, et al. Perfil epidemiológico da sífilis gestacional no Brasil: uma revisão da literatura entre 2015 e 2023. J Bras Saúde Pública. 2023;58(3):159–68.
Oliveira MS, et al. A sífilis entre adolescentes grávidas: desafios para a promoção da saúde sexual e reprodutiva. Saúde Pública Bras. 2024;40:322–30.
Alves FR, et al. Desigualdade racial e sífilis gestacional no Brasil: uma análise das barreiras de acesso à saúde. Rev Bras Epidemiol. 2021;24:e210037. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-549720210037
Ribeiro PM, et al. Desafios no atendimento à população indígena no Brasil: a sífilis gestacional como indicador de desigualdade no acesso à saúde. Saúde Indígena. 2022;19(2):121–8.
Ferreira MIM, et al. Avaliação da atenção pré-natal na prevenção da transmissão vertical da sífilis. Rev Panam Salud Pública. 2020;44:e108. Disponível em: https://doi.org/10.26633/RPSP.2020.108
Ramos RF, et al. Subnotificação de sífilis gestacional: desafios e estratégias de melhoria na notificação e acompanhamento. Rev Saúde Coletiva. 2023;31(2):100–10.
Silva AT, et al. A importância da testagem precoce para a sífilis gestacional: revisão sistemática das melhores práticas de triagem. J Saúde Pública Epidemiol. 2024;36:98–106.
Vasconcelos MMA, et al. Gestão em saúde e enfrentamento da sífilis gestacional: revisão integrativa de literatura. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2023;18(45):e4450. Disponível em: https://doi.org/10.5712/rbmfc18(45)4450








