Determinantes da Insegurança Alimentar Em Residências com Crianças de 0 a 36 Meses
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v15i97p16266-16283Palavras-chave:
Insegurança alimentar, Primeira infância, Domicílios, Condições de vida, FomeResumo
Objetivo: Analisar a associação de fatores sociodemográficos, econômicos e de condições de vida com o risco de insegurança alimentar em domicílios com crianças de 0 a 36 meses. Método: Estudo transversal, conduzido com domicílios com crianças nascidas nos anos de 2019, 2020 e 2021. Foram analisados 305 domicílios e reportados dados dos seus responsáveis e crianças. Modelo de regressão logística, ajustado, foi construído. Resultados: Um terço dos domicílios está em risco de insegurança alimentar. Foi observado um maior risco naqueles maiores de 30 anos e naqueles que referiram receber auxílio Bolsa Família (p <0,05), enquanto aqueles com união estável e renda acima de um salário mínimo brasileiro (p < 0,05) apresentaram menores chances de insegurança alimentar. Conclusão: O risco de IA no domicílio foi elevado o que demonstra a necessidade de estratégias e ações que diminuem esse risco em domicílios de baixa renda.
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