Fonte: Elaboração própria.
Vulnerabilidade socioeconômica e estrutural
A pobreza, o desemprego, a insegurança alimentar e o acesso precário a serviços básicos, como água potável e saneamento, foram apontados como elementos centrais na produção e intensificação da violência (7,8). Os estudos indicam que a instabilidade econômica contribui diretamente para o aumento da violência doméstica e comunitária, ao gerar estresse, conflitos familiares e ruptura das redes de apoio (9). Essa vulnerabilidade também é reforçada por desigualdades históricas de classe, raça e território, como observado em populações negras e periféricas de Recife e Fortaleza, que experienciam violências simbólicas e estruturais em múltiplos níveis (10).
Gênero, desigualdade e violência contra a mulher
A violência de gênero foi uma temática recorrente nos estudos analisados. Mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, moradia precária ou em situação de rua enfrentam múltiplas formas de violência, muitas vezes desde a infância. Foram identificadas vulnerabilidades como o ciclo contínuo de agressões, a separação forçada dos filhos e a ausência de políticas efetivas de proteção e reabilitação (11).
Fatores como desemprego, uso de substâncias psicoativas pelos parceiros e mudanças nos papéis de gênero, especialmente em contextos de crise econômica, foram associados ao aumento da violência doméstica (12,13). A baixa procura por ajuda nos serviços de saúde, somada à subnotificação dos casos e à fragilidade institucional no acolhimento e encaminhamento das vítimas, apontam para falhas sistêmicas na abordagem da violência contra a mulher (13).
Infância, adolescência e violência intergeracional
As crianças e adolescentes figuram como grupos altamente vulneráveis à violência. A exposição à violência física, emocional e negligência familiar foi identificada em diversos estudos, com destaque para o papel da desestruturação familiar, uso de drogas, ausência dos pais e má alimentação (14,15).
Casos de violência intergeracional e histórico de violência familiar são fatores que contribuem para a reprodução de comportamentos violentos e abandono escolar, levando, em alguns casos, ao envolvimento com atividades ilícitas (16). A pesquisa com adolescentes em conflito com a lei reforça esse cenário, evidenciando a prevalência de jovens com baixa escolaridade, pertencentes a famílias de baixa renda e, majoritariamente, pardos (17).
Limitações institucionais no enfrentamento da violência
Foi constatada uma fragilidade nas ações dos serviços públicos, especialmente da Estratégia Saúde da Família (ESF), na abordagem da violência (18). Profissionais relataram dificuldades em reconhecer e notificar os casos, atribuindo isso à formação técnico-assistencial centrada no modelo biomédico, à escassez de suporte institucional e à ausência de articulação com outros setores, como assistência social e justiça (18).
Mesmo quando reconhecem a vulnerabilidade de adolescentes à violência, muitos profissionais da ESF não compreendem o fenômeno como uma questão de saúde pública, o que compromete a integralidade do cuidado e a efetividade das políticas de prevenção (18).
DISCUSSÃO
Evidenciou-se que a violência na sociedade é um fenômeno multifacetado, profundamente enraizado em vulnerabilidades de ordem estrutural, econômica, social e institucional. Os estudos analisados demonstram que fatores como pobreza, desigualdade de gênero, precariedade habitacional, fragilidade das redes de proteção social e histórico de violência familiar estão diretamente relacionados ao aumento da incidência de diferentes formas de violência, afetando especialmente populações já marcadas por exclusões históricas, como mulheres, crianças, adolescentes e jovens negros das periferias urbanas. Exacerbadas com a pandemia de COVID-19 que contribuiu com a mudança nos padrões e comportamento populacional e nos perfis de violência (19).
Estudo recente apresenta diversos fatores de risco e vulnerabilidades interseccionais entre sexo/gênero, raça/etnia, pobreza, migração, deficiência, idade, contexto humanitário em conflito e pós-conflito (20,21) Segundo a WHO (2024) a violência baseada em gênero continua sendo altamente prevalente globalmente, as estatísticas de prevalência apontam que 30% das mulheres reportam violência física/sexual por parceiro ou não-parceiro (22).
Segundo a opinião de jovens sobre a violência dirigida aos mesmos, sendo a maioria pobres e negros, apontam uma grande falha no sistema de forma unânime, e que a violência é somente uma das consequências da invisibilidade sofrida, tendo início quando o acesso à educação, renda e lazer são tirados ou sequer chegam a existir (23). Verifica-se limitações de ferramentas que possibilite o rastreamento e identificação de formas de violência contra crianças (24).
Nesse contexto, compreende-se ao analisar a relação entre vulnerabilidade social e violência no Brasil, que municípios com melhores indicadores sociais como acesso à educação, renda, trabalho e infraestrutura apresentam taxas significativamente menores de homicídios, enquanto aqueles com maiores índices de vulnerabilidade social estão mais expostos à violência letal. Evidencia-se também que, em cenários onde a violência atinge níveis extremos, como ocorre em territórios dominados por milícias e tráfico, a precarização estrutural se soma à ausência do Estado, intensificando ainda mais as dinâmicas de violência (20). Assim, tanto os dados da presente revisão quanto os achados deste estudo apontam para a importância de políticas públicas intersetoriais, que enfrentam as desigualdades sociais como estratégia fundamental na prevenção e no controle da violência.
A análise aponta ainda para a insuficiência das respostas institucionais, em que espaços comunitários e ambientais contribuem para situações de vulnerabilidade social, com destaque para as limitações encontradas nos serviços de saúde, sobretudo na Estratégia Saúde da Família, que enfrenta dificuldades em reconhecer esses cenários (26,27).
Torna-se crucial a colaboração das vítimas nesse processo, pois muitas não chegam a procurar ajuda ou a denunciar por medo ou por não entenderem que passaram por algum tipo de violência, tornando o papel do profissional ainda mais valioso em orientar e acolher a vítima (21). Tais lacunas reforçam a necessidade de investir em formação profissional com enfoque na saúde coletiva e na intersetorialidade, fortalecendo o papel da atenção primária na prevenção e cuidado.
CONCLUSÃO
A compreensão das vulnerabilidades associadas à violência é essencial para a formulação de políticas públicas eficazes, que não apenas atuem na contenção dos danos, mas que intervenham sobre as causas estruturais do problema. O enfrentamento da violência requer ações articuladas entre diferentes setores de saúde, educação, assistência social, justiça e segurança pública e deve priorizar a promoção da equidade, da justiça social e da dignidade humana, visando à construção de uma sociedade mais segura e inclusiva.
IDENTIFICAÇÃO DAS DIVERSAS FORMAS DE VIOLÊNCIA E SUAS VULNERABILIDADES NA SOCIEDADE: REVISÃO DE ESCOPO
IDENTIFICATION OF THE DIFFERENT FORMS OF VIOLENCE AND THEIR VULNERABILITIES IN SOCIETY: SCOPING REVIEW
IDENTIFICACIÓN DE LAS DIVERSAS FORMAS DE VIOLENCIA Y SUS VULNERABILIDADES EN LA SOCIEDAD: REVISIÓN DE ALCANCE
Tipo de artigo: Artigo de Revisão
Autores
Maria de Fátima Vasques Monteiro
Doutora em Ciências da Saúde, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9530-3105
Gabrielly Silva de Oliveira
Graduanda em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0009-0004-4680-7907
Roberta Gabriela Carvalho de Andrade
Graduanda em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0009-0000-2908-6811
Grayce Alencar Albuquerque
Doutora em Ciências da Saúde, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8726-0619
Maria Nizete Tavares Alves
Doutora em Ciências da Saúde, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3530-9422
Antônio Germane Alves Pinto
Doutor em Saúde Coletiva, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4897-1178
Amanda Cordeiro de Oliveira Carvalho (Autora Correspondente)
Mestre em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri - URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4274-9960
E-mail: amanda.cordeiro@urca.br Telefone: 88997815865
RESUMO
Objetivo: Identificar na literatura os principais tipos de vulnerabilidade e sua ligação com a ocorrência de violência na população. Método: Trata-se de uma revisão de escopo, seguindo o protocolo PRISMA-ScR, visando responder a seguinte pergunta: "Quais são as principais vulnerabilidades associadas à ocorrência de diferentes formas de violência na sociedade?" Foram utilizados como fonte de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS, PubMed, Medline e SciELO. Resultados: Dos 12 artigos selecionados ao final das buscas, verificou-se que a violência está relacionada diretamente com a vulnerabilidade socioeconômica e estrutural, gênero, infância, adolescência, violência intergeracional e limitações institucionais. Conclusão: A violência concentra-se em determinados grupos sociais que configuram padrões de vulnerabilidade, evidenciando a necessidade de avanços na assistência em saúde e em políticas públicas voltadas à redução da exposição à violência.
DESCRITORES: Vulnerabilidade Social; Violência.
ABSTRACT
Objective: To identify in the literature the main types of vulnerability and their connection with the occurrence of violence in population. Method: This is a scoping review, following the PRISMA-ScR protocol, aimed at answering the following question: "What are the main vulnerabilities associated with the occurrence of different forms of violence in society?" Data sources included the Virtual Health Library (VHL), LILACS, PubMed, Medline, and SciELO. Results: Of the 12 articles selected at the end of the search, it was found that violence is directly related to socioeconomic and structural vulnerability, gender, childhood, adolescence, intergenerational violence, and institutional limitations. Conclusion: Violence is concentrated in certain social groups that configure patterns of vulnerability, highlighting the need for advances in health care and public policies aimed at reducing exposure to violence.
DESCRIPTORS:
RESUMEN
Objetivo: Identificar en la literatura los principales tipos de vulnerabilidad y su relación con la ocurrencia de violencia en población. Método: Se trata de una revisión de alcance, siguiendo el protocolo PRISMA-ScR, con el objetivo de responder a la siguiente pregunta: “¿Cuáles son las principales vulnerabilidades asociadas a la ocurrencia de diferentes formas de violencia en la sociedad?” Se utilizaron como fuentes de datos la Biblioteca Virtual en Salud (BVS), LILACS, PubMed, Medline y SciELO. Resultados: De los 12 artículos seleccionados al final de la búsqueda, se verificó que la violencia está directamente relacionada con la vulnerabilidad socioeconómica y estructural, el género, la infancia, la adolescencia, la violencia intergeneracional y las limitaciones institucionales. Conclusión: La violencia se concentra en determinados grupos sociales que configuran patrones de vulnerabilidad, lo que evidencia la necesidad de avances en la atención en salud y en políticas públicas orientadas a reducir la exposición a la violencia.
DESCRIPTORES:
INTRODUÇÃO
A violência é um fenômeno presente ao longo da história, mas que somente nas últimas décadas passou a ser amplamente reconhecido e estudado. Trata-se de um processo multicausal, condicionado por uma interação de fatores históricos, culturais, biológicos, individuais, sociais e econômicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a violência pode ser definida como "o uso intencional de força física ou poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou comunidade, que resulte ou tenha o potencial de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência no desenvolvimento ou privação” (1).
A OMS classifica a violência em três categorias, com base nas características do ato: violência autodirigida, interpessoal e coletiva. Além disso, os atos violentos podem assumir diferentes formas, como violência física, sexual, psicológica e negligência (1). Se entende por violência física, como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal do indivíduo. Sexual, qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força. Psicológica, qualquer conduta que cause danos emocionais e diminuição da autoestima, prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento do indivíduo, ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. E negligência, omissão pela qual se deixou de prover as necessidades e cuidados básicos para o desenvolvimento físico, emocional e social da pessoa atendida/vítima (2).
O impacto da violência na morbimortalidade da população nas últimas décadas tem alterado significativamente o perfil dos problemas de saúde, tanto no Brasil quanto no mundo, transformando a violência em uma questão premente de saúde pública (3). As consequências da violência afetam não apenas a integridade física, mas também a saúde psicológica e emocional das pessoas, comprometendo sua qualidade de vida. Além disso, a violência gera uma demanda crescente nos serviços de saúde e acarreta altos custos sociais, o que legitima a sua consideração como uma preocupação no campo da saúde. Isso implica não apenas no tratamento dos agravos, mas também na necessidade de desenvolver e implementar ações preventivas.
O conceito de risco, apresenta pluralidade de enquadramentos teóricos na qual a vulnerabilidade aparece como resultado de fatores de risco isolados ou acumulados, e envolve componentes biológicos, sociais, culturais, materiais, relacionais e subjetivos (4). Segundo Soares, et. al no período de 2009 a 2017 houve um aumento de 667,5% nas notificações de violência contra populações vulneráveis no Brasil, incluindo mulheres com baixo nível de escolaridade, pessoas com deficiência, LGBT, indígenas, idoso (5).
A identificação da vulnerabilidade para determinados agravos é, portanto, um eixo fundamental das análises que sustentam as práticas preventivas em saúde. No âmbito da saúde pública, a centralidade do paradigma do risco e da vulnerabilidade no estudo da violência é consolidada no Relatório Mundial sobre Violência e Saúde (6). Assim, busca-se identificar as vulnerabilidades (individuais, sociais e institucionais) associadas às diferentes manifestações de violência. Essa identificação é crucial para o estabelecimento de ações preventivas eficazes, embora a focalização em certas populações e locais mais afetados possa, por sua vez, gerar efeitos negativos, por isso identificar os principais fatores que levam um grupo ou indivíduo à situação de vulnerabilidade é necessário para descobrir meios de minimizar essa situação na população.
MÉTODO
Trata-se de uma revisão de escopo, com o objetivo de identificar as principais vulnerabilidades associadas à ocorrência de diferentes formas de violência na sociedade. A pergunta norteadora da pesquisa foi: "Quais são as principais vulnerabilidades associadas à ocorrência de diferentes formas de violência na sociedade?"
A revisão foi conduzida com base nas diretrizes do Instituto Joanna Briggs (JBI), seguindo as etapas: definição da pergunta de pesquisa, identificação dos critérios de inclusão e exclusão, seleção dos estudos, extração e análise dos dados e apresentação dos resultados. Para a formulação da estratégia de busca, foi utilizado o modelo População, Conceito e Contexto (PCC), sendo: P (População): Pessoas em situação de vulnerabilidade; C (Conceito): Principais indicadores de vulnerabilidade e C (Contexto): Sociedade.
As buscas foram realizadas nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) – incluindo artigos da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) –, PubMed – incluindo artigos da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) – e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Como critérios de inclusão, foram considerados estudos que abordassem qualquer tipo de violência (física, psicológica, sexual, doméstica ou social) e que apresentassem as vulnerabilidades associadas à sua ocorrência. Os artigos deveriam ter sido publicados nos últimos 10 anos, estar disponíveis no idioma português ou inglês, e com texto completo gratuito.
Foram excluídos trabalhos que não apresentassem relação direta com a temática da violência e suas vulnerabilidades, que não fornecessem análise dos fatores que contribuem para a exposição ou perpetuação da violência, ou que não estivessem de acordo com os critérios de inclusão. Também foram excluídas monografias, cartas ao editor e resumos de anais.
A estratégia de busca utilizou o operador booleano AND com o seguinte cruzamento de descritores: "Social Vulnerability" AND "Violence".
Quadro 1 - Expressões das buscas nas bases de dados
Base de dados | Expressão de busca |
LILACS | “Social vulnerability” AND “Violence” |
SCIELO | “Social vulnerability” AND “Violence” |
BVS | “Social vulnerability” AND “Violence” |
MEDLINE | “Social vulnerability” AND “Violence” |
Fonte: Elaboração própria.
RESULTADOS
A busca resultou em um total de 857 artigos, que foram exportados para a plataforma Rayyan para triagem. Durante essa etapa, foi realizada a leitura de títulos e resumos, além da exclusão de duplicatas. Foram identificadas 9 duplicatas na BVS, 4 na PubMed e nenhuma na SciELO. Após a triagem inicial, 60 artigos foram selecionados para leitura na íntegra, resultando na inclusão final de 12 artigos na presente revisão.
Figura 1- Identificação dos estudos por meio de bases de dados e registros
Fonte: Dados da pesquisa; 2025
O quadro 2 apresenta os principais resultados dos estudos incluídos que evidenciou uma diversidade de fatores de vulnerabilidade associados à ocorrência de diferentes formas de violência na sociedade. As vulnerabilidades identificadas foram organizadas em categorias temáticas que se inter-relacionam e expressam determinantes estruturais, sociais e institucionais.
Quadro 2 - Quadro com a caracterização dos principais resultados por autores
RESULTADOS | AUTORES | ANO |
Vulnerabilidade socioeconômica e estrutural | Silva MEB, Anunciação D, Trad LAB | 2024 |
Rose E, Mertens C, Balint J | 2023 | |
Carlos DM, Campeiz AB, Oliveira WA, Silva JL, Wernet M, Ferriani MGC | 2020 | |
Ombija S, Wao H, Esho T | 2024 | |
Gênero, desigualdade e violência contra a mulher | Posada-Abadía CI, Marín-Martín C, Oter-Quintana C, González-Gil MT | 2021 |
Cardoso LF, Gupta J, Shuman S, Cole H, Kpebo D, Falb KL | 2016 | |
Borburema TLR, Pacheco AP, Rodrigues LS, Oliveira JRC, Souza NA, Lemos LC | 2017 | |
Infância, adolescência e violência intergeracional | Silva AJN, Costa RR, Arles MR | 2019 |
Peterman A, Neijhoft AN, Cook S, Palermo T | 2017 | |
Warpechowski MB, Conti L | 2018 | |
Souza PSR, Sousa GS, Lima MMMA, Lima YMS, Galvão EFC, Ferreira MGS | 2022 | |
Limitações institucionais no enfrentamento da violência | Vieira Netto MF, Deslandes SF | 2016 |
REFERÊNCIAS