MANEJO DA ANSIEDADE EM PACIENTES ODONTOLÓGICOS: PRÁTICAS UTILIZADAS POR CIRURGIÕES-DENTISTAS

MANAGEMENT OF ANXIETY IN DENTAL PATIENTS: PRACTICES USED BY DENTISTS

MANEJO DE LA ANSIEDAD EN PACIENTES DENTALES: PRÁCTICAS UTILIZADAS POR LOS DENTISTAS

Tipo de artigo: Revisão Integrativa

Autores

Maria Fernanda do Carmo Vaccari

Graduanda em Odontologia pela Faculdade Vale do Aço (FAVALE)

Orcid: https://orcid.org/0009-0001-0112-0667

Email: mariafernandavacari@outlook.com

Telefone: (67) 98130-6361

Milena de Oliveira Sousa

Especialista em Odontopediatria e Pacientes com Necessidades Especiais pela União Brasileira de Faculdades: Belo Horizonte (Unibh)

Mestranda em Odontologia pela Faculdade São Leopoldo Mandic: Campinas

Docente na Faculdade Vale do Aço (FAVALE)

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-1572-649X 

E-mail: mileneoliveira.endo@gmail.com

Telefone: (99) 99209-4491

RESUMO

OBJETIVO: Analisar os métodos utilizados por cirurgiões-dentistas para o manejo da ansiedade em pacientes odontológicos, por meio de revisão integrativa da literatura. MÉTODO: Foram incluídos dezessete artigos publicados entre 2019 e 2024, selecionados nas bases SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, conforme critérios pré-estabelecidos. RESULTADO: As estratégias identificadas dividem-se em métodos farmacológicos, não farmacológicos e mistos. Técnicas não farmacológicas apresentaram boa aceitação, fácil aplicação e baixo custo, sendo eficazes em casos leves e moderados. Métodos farmacológicos mostraram-se essenciais em quadros severos, exigindo preparo técnico e infraestrutura adequada. Estratégias combinadas favoreceram atendimento mais humanizado e eficaz. CONCLUSÃO: O manejo adequado da ansiedade requer identificação do nível de ansiedade do paciente e adoção das intervenções mais apropriadas, contribuindo para o sucesso terapêutico e para o bem-estar do paciente.

DESCRITORES: Ansiedade; Tratamento Odontológico; Controle da Ansiedade;

ABSTRACT

OBJECTIVE: To analyze the methods used by dental surgeons to manage anxiety in dental patients through an integrative literature review. METHOD: Seventeen articles published between 2019 and 2024 were included, selected from SciELO, Virtual Health Library and Google Scholar databases according to pre-established criteria. RESULT: The identified strategies are divided into pharmacological, non-pharmacological and mixed methods. Non-pharmacological techniques showed good acceptance, easy application and low cost, being effective in mild and moderate cases. Pharmacological methods proved essential in severe cases, requiring technical preparation and adequate infrastructure. Combined strategies promoted more humanized and effective care. CONCLUSION: Proper anxiety management requires identifying the patient’s anxiety level and adopting the most appropriate interventions, contributing to treatment success and patient well-being.

DESCRIPTORS: Anxiety; Dental Treatment; Anxiety Control;

RESUMEN

OBJETIVO: Analizar los métodos utilizados por cirujanos dentistas para el manejo de la ansiedad en pacientes odontológicos mediante revisión integrativa de la literatura. MÉTODO: Se incluyeron diecisiete artículos publicados entre 2019 y 2024, seleccionados en SciELO, Biblioteca Virtual en Salud y Google Académico, según criterios preestablecidos. RESULTADO: Las estrategias identificadas se dividen en métodos farmacológicos, no farmacológicos y mixtos. Las técnicas no farmacológicas mostraron buena aceptación, fácil aplicación y bajo costo, siendo efectivas en casos leves y moderados. Los métodos farmacológicos resultaron esenciales en casos graves, requiriendo preparación técnica e infraestructura adecuada. Las estrategias combinadas favorecieron una atención más humanizada y eficaz. CONCLUSIÓN: El manejo adecuado de la ansiedad requiere identificar el nivel de ansiedad del paciente y adoptar las intervenciones más apropiadas, contribuyendo al éxito del tratamiento y al bienestar del paciente.

DESCRIPTORES: Ansiedad; Tratamiento Odontológico; Control de la Ansiedad;

INTRODUÇÃO

O medo é uma emoção primária e instintiva essencial para a sobrevivência humana, caracterizando-se por reações fisiológicas diante de ameaças, como aumento da frequência cardíaca e liberação de adrenalina. No entanto, pode surgir mesmo sem riscos reais, resultando em problemas emocionais como as fobias, medos intensos e irracionais de situações ou objetos específicos (1,2).

A ansiedade, intimamente relacionada ao medo, refere-se a um estado de apreensão diante de situações de estresse ou incerteza. Em níveis moderados, pode ser benéfica, mas quando intensa e persistente, compromete a qualidade de vida e pode configurar um transtorno psicológico. Fatores ambientais e psicológicos, como estresse, traumas e mudanças significativas na vida, estão entre os principais desencadeadores da ansiedade (2). O tratamento da ansiedade geralmente combina psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo comportamental, com técnicas de relaxamento, meditação, exercícios físicos, alimentação equilibrada e sono adequado (3).

Em contexto odontológico, o medo do atendimento odontológico é uma causa comum que gera ansiedade, podendo resultar de experiências negativas anteriores, influências familiares, mídia ou estímulos sensoriais, como o som dos instrumentos. Esse medo afeta a relação entre paciente e profissional, podendo comprometer, por exemplo, a eficácia da anestesia devido à menor tolerância à dor em estados de ansiedade elevada  (4).

 Durante as consultas odontológicas, é possível identificar alguns sinais de ansiedade nos pacientes, entre eles como, inquietação, palidez, sudorese excessiva, formigamento, hiperventilação, choro, taquicardia e distúrbios gastrintestinais, em episódios graves de ansiedade, são marcados por intensos sentimentos de apreensão e nervosismo, ativam o sistema nervoso autônomo e podem levar a comportamentos irracionais, dificultando o atendimento e comprometendo a eficácia do tratamento. Por isso, é fundamental que o cirurgião-dentista adote estratégias de controle da ansiedade, que podem incluir métodos farmacológicos como benzodiazepínicos, sedação consciente ou até anestesia geral (em casos mais graves), além de abordagens não farmacológicas, como iatrossedação, hipnose e terapia cognitivo-comportamental, aromaterapia e também técnicas mistas, que unem métodos comportamentais, sensoriais, farmacológicos ou não  (5).

Portanto este trabalho tem como objetivo analisar os métodos utilizados por cirurgiões dentistas para reduzir a ansiedade e o medo associados ao tratamento odontológico, com a intenção de promover um atendimento mais humanizado e eficaz.

MÉTODOLOGIA

Este trabalho trata-se de uma revisão integrativa da literatura, um tipo de estudo que tem como finalidade reunir, sintetizar e analisar criticamente os achados de pesquisas previamente publicadas sobre um determinado tema, de maneira sistemática e abrangente. Para sua realização, foram seguidas as seis etapas fundamentais que estruturam esse tipo de revisão: (1) formulação da pergunta norteadora; (2) identificação e seleção da literatura pertinente; (3) extração dos dados relevantes; (4) avaliação crítica dos estudos incluídos; (5) interpretação e discussão dos resultados obtidos; (6) apresentação final da revisão integrativa.

As buscas foram realizadas nas seguintes bases de dados: SciELO (Scien-tific Eletronic Library Online), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Os descritores foram combinados dentro de cada base de dados por meio dos operadores booleanos AND e OR, os quais permitiram cruzar os termos de forma estratégica para ampliar e refinar os resultados das buscas, assim como mostra na Tabela 1.

Quadro 1 – Combinação dos descritores com os operadores booleanos

Site de Busca

Operadores Booleanos e Descritores

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)

(ansiedade ao tratamento odontológico) AND (year_cluster:[2019 TO 2024])

ansiedade ao tratamento odontológico AND la: (“en” OR “pt”) AND (year_cluster:[2019 TO 2024]);

ansiedade ao tratamento odontológico AND fulltext(TEXTO COMPLETO NA INTEGRA) AND mj:(“Ansiedade ao Tratamento Odontológico”) AND la (“em” OR “pt”) AND (year_cluster:[2019 TO 2024]);

SciELO (Scien-tific Eletronic Library Online)

(tratamento odontológico) AND (ansiedade);

(tratamento odontológico) AND (ansiedade) AND (year_cluster:[2019 TO 2024])

Google Acadêmico

(“controle da ansiedade” na odontologia) AND (year_cluster:[2019 TO 2024]) AND la(“en” OR “pt”)

Fonte: Elaborado pela autora, 2025

 Os critérios de inclusão adotados para esta revisão integrativa foram: artigos disponíveis gratuitamente na íntegra; textos completos; estudos cujas abordagens fossem compatíveis com o tema proposto; publicações redigidas em português ou inglês; e trabalhos publicados no período compreendido entre 2019 e 2024. Em contrapartida, os critérios de exclusão envolveram: publicações anteriores a 2019; textos incompletos; títulos que não apresentavam relação com a temática em questão; duplicidade de abordagens entre os estudos selecionados; resumos que não demonstravam compatibilidade com o objetivo da pesquisa.

A busca inicial resultou em um total de 1.258 artigos, distribuídos da seguinte forma: 699 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), 27 na base SciELO e 532 no Google Acadêmico. Aplicando os critérios de exclusão, foram eliminados 24 artigos por estarem fora do recorte temporal estabelecido; 46 por não estarem nos idiomas selecionados; e 644 por se apresentarem incompletos. Os artigos que não continham informações suficientes para aplicação imediata dos critérios de exclusão foram encaminhados para a próxima fase de análise.

Na primeira etapa da triagem, foram selecionados 544 artigos para a leitura dos títulos, dos quais 132 foram considerados adequados para avançar à etapa seguinte. Na segunda fase, procedeu-se à leitura dos resumos, resultando na seleção de 62 estudos para a terceira e última etapa, que consistiu na leitura integral dos textos. Ao final desse processo, 17 artigos foram incluídos na revisão. Todo esse percurso de seleção está representado na Figura1. Fluxograma Prisma.

Figura 1 – Método de pesquisa empregado

Fonte: Elaborado pela autora, 2025

RESULTADOS

Foram incluídos 17 artigos nos resultados, selecionados por meio dos métodos de inclusão e exclusão apresentados na metodologia. Os estudos abordam estratégias farmacológicas, não farmacológicas e mistas para o manejo da ansiedade em contextos odontológicos. A Tabela 1 apresenta uma síntese dos artigos incluídos nesta revisão, detalhando os autores, principal método utilizado, tipo de técnica, delineamento metodológico e principais conclusões.

Tabela 1 – Síntese de artigos incluídos na revisão integrativa

Autor

Método Principal

 Tipo

Metodologia

Conclusão

Almeida et al. (2022)

Distração audiovisual

Não Farmacológicos

Ensaio clínico com 48 crianças (6-10 anos) na UFPEL em procedimentos variados.

Distrações audiovisuais foram eficazes no manejo da dor, comportamento e ansiedade.

Abdulhameed et al. (2024)

Música e vídeos informativos

Não Farmacológicos

Ensaio clínico com 90 pacientes em tratamento de canal. Três grupos: música, vídeo e controle.

Música reduziu mais a ansiedade que vídeo ou controle.

Quek et al. (2022)

Distração audiovisual

Não Farmacológicos

Revisão sistemática com base no Joanna Briggs Institute.

Técnicas audiovisuais são eficazes em crianças e adolescentes.

Salehabadi et al. (2024)

Música com batidas binaurais

Não Farmacológicos

Ensaio clínico com 80 pacientes em cirurgia de dente do siso.

Batidas binaurais reduziram significativamente ansiedade e dor.

Aravena et al. (2020)

Música (frequências)

Não Farmacológicos

Ensaio clínico com 42 pacientes em extrações dentárias.

Música em 432 Hz reduziu mais a ansiedade e cortisol salivar do que 440 Hz ou ausência de música.

Lins et al. (2023)

Aromaterapia

Não Farmacológicos

Revisão sistemática nas bases principais (PRISMA).

Aromaterapia segura e eficaz em extrações dentárias.

D’Arc et al. (2024)

Óleos essenciais

Não Farmacológicos

Revisão integrativa (2019–2024) em LILACS, PubMed e ScienceDirect.

Óleos essenciais foram eficazes na redução da ansiedade odontológica.

Peruchini et al. (2024)

Auriculoterapia

Não Farmacológicos

Ensaio clínico com pacientes submetidos à extração de terceiros molares.

Auriculoterapia reduziu dor e ansiedade no pós-operatório.

Monte et al. (2020)

Comunicação

Não Farmacológicos

Estudo transversal com questionários a 100 dentistas.

A maioria utiliza conversa e tranquilização, sem uso rotineiro de ansiolíticos.

Levi et al. (2022)

Respiração diafragmática

Não Farmacológicos

Estudo clínico com crianças em tratamento odontopediátrico.

Técnica reduziu sofrimento e tempo de consulta.

Mascarenhas (2022)

Sedação consciente

Farmacológicos

Revisão bibliográfica ampla com foco em sedação e GABA-A.

Sedação eficaz com necessidade de cuidados técnicos adequados.

Correia (2024)

Benzodiazepínicos

Farmacológicos

Revisão bibliográfica em múltiplas bases e fontes.

Sedação contribui para um atendimento mais confortável e eficaz.

Steenen et al. (2024)

Hipnose e benzodiazepínicos

Farmacológicos

Revisão sistemática com protocolo PRISMA registrado.

A hipnose e os benzodiazepínicos são eficazes no controle da ansiedade

Sena et al. (2024)

Aromaterapia, música, hipnose, distrações

Mistos

Revisão de 42 artigos (PubMed e Google Acadêmico).

Técnicas complementares se mostraram eficazes na redução da dor e da ansiedade.

Kong et al. (2024)

Música e hipnose (em crianças)

Mistos

Revisão sistemática em múltiplas bases de dados até agosto de 2024.

Música recomendada para ansiedade; hipnose para controle da frequência cardíaca.

Lal et al. (2024)

Iatrosedação e música

Mistos

Ensaio clínico com 60 adultos divididos em 3 grupos

Iatrosedação teve melhores resultados que música ou controle.

Gomes, Stabile & Ximenes (2020)

Técnicas farmacológicas e não farmacológicas

Mistos

Revisão integrativa em BVS, LILACS, Google Scholar.

Ênfase na importância da confiança profissional-paciente para melhor controle da ansiedade.

Fonte: Elaborado pela autora, 2025

DISCUSSÃO

 A ansiedade odontológica é uma condição comum, marcada por emoções de medo intenso e inquietação em relação a procedimentos dentários, mesmo os mais simples. Essa ansiedade não só afeta negativamente a saúde bucal, ao impedir que as pessoas procurem o dentista, o que pode agravar ainda mais a condição clínica existentes, mas também impacta a saúde psicológica, uma vez que os indivíduos sofrem de altos níveis de ansiedade odontológica podem manifestar sintomas físicos, como sudorese excessiva, palpitações, e em casos mais graves, síndrome de pânico (6). Os estudos analisados na presente revisão integrativa demonstram uma diversidade de estratégias no manejo da ansiedade odontológica, abrangendo diferentes faixas etárias, tanto de adultos quanto de crianças. Seja incluindo intervenções farmacológicas, não farmacológicas ou em estratégias combinadas.

Os métodos não farmacológicos apresentam uma variedade de recursos e de eficácia comprovada.  Métodos que empregam distração visual e auditiva, como vídeos, animações e músicas, têm mostrado eficácia na diminuição da ansiedade (7,8). Por exemplo, a musicoterapia que tem se revelado um recurso terapêutico eficaz para regular o estado emocional de pacientes ansiosos durante atendimentos odontológicos. Essa abordagem demonstra a habilidade de reduzir sinais de estresse, como os níveis de cortisol salivar, pois a música tem a capacidade de gerar respostas emocionais e positivas frente a fobia odontológica (9).

A aromaterapia tem ganhado popularidade por sua característica não invasiva e pela possibilidade de aplicação em diferentes contextos clínicos, como nas exodontias. O uso de óleos essenciais na aromaterapia não causa dependência psicológica e nem compromete a autonomia do paciente (10,11). Além disso, técnicas de controle comportamental simples, como comunicação empática, acolhimento e respiração diafragmática, são muito valorizadas pelos cirurgiões dentistas. Isso por que apresentam fácil aplicação, baixo custo e efetividade na promoção do relaxamento durante o atendimento odontológico (12,13).

As técnicas farmacológicas, como a sedação consciente com benzodiazepínicos e com óxido nitroso (N₂O), são indicados especialmente em casos de ansiedade odontológica severa. Os benzodiazepínicos atuam no sistema nervoso central aumentando a ação do ácido gama-aminobutírico (GABA), que é o principal neurotransmissor inibitório, produzindo efeitos ansiolíticos, sedativos e relaxantes musculares, assim ajudando na cooperação do paciente e facilitando os tratamentos odontológicos. Entre os fármacos mais utilizados, destacam-se o diazepam e o midazolam (14).

A sedação com óxido nitroso (N₂O) é uma opção segura e bastante utilizada, especialmente em crianças e em pacientes com necessidades especiais, porque ajuda a diminuir a ansiedade e promove um estado de relaxamento. No entanto, é importante que o dentista tenha uma formação específica do Conselho Federal de Odontologia (CFO) para usar essa técnica. O N₂O é um gás incolor, e não irritante, que atua de forma suave sobre o córtex cerebral, promovendo relaxamento sem comprometer os reflexos naturais ou a respiração. Quando associado ao oxigênio ou a outros agentes sedativos, pode proporcionar níveis variados de sedação, desde um leve relaxamento até a anestesia geral (15). Apesar de sua eficácia comprovada, alguns profissionais ainda manifestam receio em empregar essa técnica. Isso se deve à necessidade de ter conhecimento técnico adequado, um ambiente seguro e uma avaliação cuidadosa do histórico de saúde do paciente (12).

Observa-se, também, o aumento na valorização das estratégias mistas, que integram diferentes métodos como comportamentais, sensoriais e farmacológicos, assim ajudando a criar um atendimento mais humanizado e centrado no paciente. Um exemplo é a associação entre musicoterapia e/ou aromaterapia e técnicas de controle comportamental, como a abordagem “dizer-mostrar-fazer”, exercícios de respiração para relaxamento e reforços positivos. A combinação dessas abordagens tem demonstrado benefícios significativos e ajudado muitas pessoas a se sentirem mais tranquilas durante os tratamentos odontológicos (6).

Ainda que os métodos não farmacológicos, como a musicoterapia, a aromaterapia e as técnicas de controle comportamental, apresentem eficácia inferior aos métodos farmacológicos, eles têm ganhado destaque por sua simplicidade, baixo custo e elevada aceitação por parte dos pacientes. Em contrapartida, os métodos farmacológicos continuam sendo indispensáveis para o manejo de quadros graves, embora exijam infraestrutura adequada e capacitação específica por parte dos cirurgiões-dentistas.

A integração de estratégias combinadas, que articulem intervenções comportamentais, sensoriais e farmacológicas, quando necessário, constitui-se como uma alternativa promissora. Essa abordagem favorece um atendimento mais humanizado e alinhado às necessidades emocionais e clínicas dos pacientes. É fundamental que os cirurgiões dentistas estejam preparados para identificar o nível de ansiedade de seus pacientes e com base nessa avaliação, eles possam escolher as melhores estratégias para lidar com a fobia odontológica. Essas condutas não só tornam o tratamento mais eficaz e preservam a saúde bucal, mas também garantem conforto, segurança e ajudam a construir uma relação de confiança entre o profissional e o paciente.

CONCLUSÃO

Portanto, a ansiedade odontológica é um grande desafio para a promoção da saúde bucal, pois afeta diretamente ao tratamento e o bem-estar dos pacientes. Esta revisão integrativa mostra a existência de uma variedade de estratégias eficazes para o manejo da ansiedade no ambiente odontológico. Porém, é fundamental que os profissionais da odontologia estejam capacitados para identificar os níveis de ansiedade e escolher, de forma individualizada, as estratégias mais adequadas para cada caso, promovendo não apenas a saúde bucal, mas também o conforto e a confiança dos pacientes durante o atendimento.

É importante ressaltar que, apesar dos avanços registrados e a eficácia comprovada de diversas abordagens, ainda é fundamental que mais estudos sejam realizados nesta área. Isso ajudará a aprofundar o conhecimento e a desenvolver protocolos para gerenciar a ansiedade odontológica de forma ainda mais eficaz

REFERÊNCIAS

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  10. Lins FM, et al. Use of aromatherapy in the care of anxiety in the process of tooth extractions: a review study. Concilium. 2023;23(12):320–36.
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  12. Monte IC, et al. Uso de métodos para controle do medo e da ansiedade odontológicos por cirurgiões-dentistas da cidade de Fortaleza. Braz J Dev. 2020;6(8):56894–916. DOI: 10.34117/bjdv6n8-194.
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  22. Lal et al. Iatrosedação e música no controle da ansiedade em adultos. Ensaio Clínico, 2024.

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Autores

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