REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA SOFRIDA PELOS ENFERMEIROS NO SEU AMBIENTE DE TRABALHO
REFLECTIONS ON THE VIOLENCE EXPERIENCED BY NURSES IN THEIR WORK ENVIRONMENT
REFLEXIONES SOBRE LA VIOLENCIA SUFRIDA POR LOS ENFERMEROS EN SU ENTORNO LABORAL
Tipo de artigo: Revisão narrativa de literatura
Autores
Michele Thiebaut Miranda Boscaglia
Enfermeira. Especialista em Prevenção às Violências, Promoção da Saúde e Cuidado Integral pela UFES, Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela UNI-RIO, Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense; Enfermeira na Secretaria Estadual de Saúde-ES.
Orcid: https://orcid.org/0009-0007-2506-3197
Fernanda Moura Vargas Dias
Fisioterapeuta. Prof. Associada do Departamento de Educação Integrada UFES. Especialista em Epidemiologia em Saúde Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Especialista em Neurociências, Psicologia positiva e Mindfulness (PUCPR), Mestre e Doutora em Ciências Fisiológicas (UFES).
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4268-4909
RESUMO
Objetivo: Compreender as situações de violência sofridas por enfermeiros em seu espaço de trabalho. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura. As buscas ocorreram no período de novembro a dezembro de 2024, nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando o seguinte termo de pesquisa: violência no ambiente de trabalho. Resultados: Os profissionais de enfermagem vivenciam um ambiente de trabalho onde o desempenho de suas funções, são justamente as mesmas que os expõem a maiores riscos de ser vítima de violência. As evidências científicas apontam diversos tipos de agressões, como ameaças, insultos, agressões físicas e verbais, assédio moral e sexual, frequentemente perpetradas por pacientes, familiares, colegas e gestores, impactando negativamente a saúde mental dos trabalhadores. Conclusão: A prevenção da violência no trabalho é essencial para criar um ambiente laboral mais seguro, incluindo políticas institucionais de prevenção, ações gerenciais, intervenções do Ministério Público do Trabalho e projetos de lei.
DESCRITORES: Violência; Violência no ambiente de trabalho; Enfermeiro, Exposição à violência.
ABSTRACT
Objective: To understand the situations of violence experienced by nurses in their work environment. Methods: The narrative literature review. The searches were conducted from November to December 2024 in the Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) databases, using the following search term: workplace violence. Results: Nursing professionals experience a work environment where the performance of their duties exposes them to greater risks of becoming victims of violence. Scientific evidence points to various types of aggression, such as threats, insults, physical and verbal assaults, moral and sexual harassment, often perpetrated by patients, family members, colleagues, and managers, negatively impacting the mental health of workers. Conclusion: Preventing workplace violence is essential to create a safer work environment, including institutional prevention policies, managerial actions, interventions from the Public Labor Ministry, and legislative projects.
DESCRIPTORS:Violence; Workplace violence; Nurse; Exposure to Violence.
RESUMEN
Objetivo: Comprender las situaciones de violencia sufridas por enfermeros en su espacio de trabajo. Método: Revisión narrativa de la literatura; las búsquedas se realizaron en el período de noviembre de 2024 a diciembre de 2024, en las bases de datos de la Biblioteca Virtual en Salud (BVS), utilizando el siguiente término de búsqueda: violencia en el ambiente de trabajo. Resultado: Los profesionales de enfermería viven en un ambiente de trabajo donde el desempeño de sus funciones es precisamente lo que los expone a mayores riesgos de ser víctimas de violencia. Las evidencias científicas señalan diversos tipos de agresiones, como amenazas, insultos, agresiones físicas y verbales, acoso moral y sexual, frecuentemente perpetradas por pacientes, familiares, colegas y gestores, impactando negativamente la salud mental de los trabajadores. Conclusión: La prevención de la violencia en el trabajo es esencial para crear un ambiente laboral más seguro, incluyendo políticas institucionales de prevención, acciones gerenciales, intervenciones del Ministerio Público del Trabajo y proyectos de ley.
DESCRIPTORES:Violencia; Violencia Laboral; Enfermeros; Exposición a la Violencia.
INTRODUÇÃO
A violência constitui-se em um problema de saúde pública em nível mundial, conceituada como o uso intencional da força contra si próprio ou contra terceiros, que resulta em possíveis lesões físicas, danos psicológicos, sociais e espirituais, nas mais diversas classes e nações 1.
Dentre as diversas formas e tipos de violência, existe a relação entre trabalho e violência, que torna-se tangível mediante uma série de descumprimentos de princípios garantidos pela legislação trabalhista 2.
A violência mostra-se uma realidade para a Saúde do Trabalhador, de modo que a própria Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNST) traz uma menção ao contexto de violência, destacando as relações deterioradas do trabalho que culminam em um número crescente de episódios de violência em ambiente de trabalho, manifestado por um maior número de acidentes de trabalho e doenças decorrentes do trabalho 3.
A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) vem sendo implementada como a principal estratégia da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador para o Sistema Único de Saúde (SUS), e tem como princípio, desenvolver ações assistenciais, de vigilância em saúde do trabalhador. Entre os problemas de saúde relacionados ao trabalho deve ser ressaltado o aumento das agressões e episódios de violência contra o trabalhador no seu local de trabalho, traduzida pelos acidentes e doenças do trabalho; violência decorrente de relações de trabalho deterioradas, a violência ligada às relações de gênero e ao assédio moral, caracterizada pelas agressões entre pares, chefias e subordinados 3 .
Quando contextualizamos a violência no ambiente de saúde, a violência direcionada aos profissionais enfermeiros se torna ainda mais complexa, visto que, além de afetar a saúde do profissional em si, também pode afetar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes 4. Esse fenômeno pode manifestar-se de diversas formas, incluindo agressões físicas, verbais, psicológicas e até mesmo assédio moral 5 .
O ambiente de atendimento em saúde, altamente estressante, a falta de recursos e as expectativas dos usuários e familiares, em relação ao atendimento, podem influenciar diretamente na ocorrência de casos de violências 6.
As distintas formas de violência precisam ser consideradas a partir da perspectiva da violência estrutural encontrada em instituições, esses costumes e crenças, já enraizados, garantem injustiças a determinados indivíduos e grupos. Quando consideramos a prevenção à violência, destacamos o contexto social, histórico e a realidade local de determinada sociedade 6-7. Além da prevenção dos casos de violência, é essencial que, caso a violência ocorra, o trabalhador que foi vitimado se sinta seguro em notificar o caso.
Mediante o exposto objetiva-se compreender as situações de violência sofridas por enfermeiros em seu espaço de trabalho a partir de uma revisão narrativa da literatura, norteados pela questão: Quais são as situações de violência sofridas pelos enfermeiros no ambiente de trabalho?
Como objetivos específicos pretende-se, citar as situações de violência sofridas pelos enfermeiros no ambiente de trabalho; analisar os contextos que propiciam as situações de violência no ambiente de trabalho; descrever ações de prevenção a ocorrência e agravamento das situações de violência sofridas pelos enfermeiros no ambiente de trabalho.
MÉTODOS
O trabalho foi elaborado com a metodologia de revisão narrativa da literatura , com o objetivo de compreender as situações de violência sofridas por enfermeiros em seu espaço de trabalho a partir de uma revisão narrativa da literatura, de forma a sustentar e a corroborar a reflexão sobre a temática em questão 8.
Foi realizada uma pesquisa no período de novembro de 2024 a dezembro de 2024, nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando o seguinte termo de pesquisa: violência no ambiente de trabalho.
Os artigos utilizados na pesquisa deveriam ter sido publicados nos últimos 10 anos. Como critérios de inclusão consideraram-se artigos em português, bem como artigos com texto completo disponível.
Como critérios de exclusão, foram descartados os artigos cujo título não contemplassem a temática de violência no ambiente de trabalho.
A busca inicial levantou 314 trabalhos, dos quais foram selecionados 8, após utilização do filtro de enfermeiras e enfermeiros como assunto principal. Para além das bases de dados foi realizada, concomitantemente, uma pesquisa livre recorrendo à plataforma Google Scholar, bem como pesquisas manuais das referências da literatura selecionada.
Obtiveram-se 8 artigos na base BVS, que foram submetidos à aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultando em sete artigos que tratavam da violência relacionada à enfermagem. Foram adicionados mais 15 artigos decorrentes das pesquisas manuais, totalizando 22 artigos incluídos.
RESULTADOS
A violência contextualizada no ambiente de trabalho
Alguns estudos apontam a violência nos ambientes de trabalho como um dos problemas que mais afligem o Brasil no atual momento histórico 2,9.
A violência, de modo geral, tem se tornado cotidiana de diversas formas na nossa sociedade, inclusive na vida dos trabalhadores, o que torna essa problemática uma questão de saúde pública 10.
A violência está tão presente na Saúde do Trabalhador, que a Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNST) relata sobre os problemas de saúde relacionados ao trabalho, incluindo o aumento das agressões e episódios de violência contra o trabalhador no seu local de trabalho 3 .
A violência no ambiente de trabalho vivenciada pelo profissional de enfermagem é um gerador de revolta e sofrimento aos trabalhadores de enfermagem, pois consideram ser contraditório que suas atividades laborais sejam atreladas ao cuidado direto ao ser humano, e que justamente este fato os coloca em maior exposição a violência 11.
Dentre os trabalhadores da área da saúde, os de enfermagem são os que mais estão expostos a situações de violência, sendo que alguns fatores justificam esse fenômeno, como a proximidade com o paciente e seus familiares, além da prestação de assistência contínua, pela longa permanência no serviço devido ao regimes de plantões, ficando expostos no contato direto e por maior quantidade de tempo 11-12.
Uma investigação realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (COREN-SP) revelou, com base nos relatos de 8.332 respondentes, que 74% dos profissionais de enfermagem relataram ter sofrido algum tipo de violência no ambiente de trabalho. Dentre esses, 52% relataram ter sido agredidos duas ou mais vezes, e 73% afirmaram que os incidentes violentos se repetiram com frequência no local onde atuavam 13.
Tipos de violência relacionadas ao ambiente de trabalho
As evidências científicas identificam alguns dos tipos de violências sofridas pelos trabalhadores da saúde, dentre elas se destacam as ameaças, insultos, bullying, agressões físicas e agressões verbais, assédio moral e assédio sexual. Recorrentemente os agressores são os próprios pacientes, assim como seus familiares, colegas de profissão, chefias, gestores, público externo e membros de setores ou serviços de apoio, gerando impacto direto na saúde mental do trabalhador 14.
Apesar da maioria da equipe de enfermagem relatar preocupação com a violência no local de trabalho, ou mesmo já ter sido vítima de algum tipo de violência no trabalho, aproximadamente, apenas um terço tem conhecimento sobre as formas de notificação institucional da violência 15.
Quando se aborda os tipos de violência, o abuso verbal apesar de ser o mais prevalente, apresenta um baixo registro, e tal fato se deve à falta de incentivo dos gestores atrelado ao medo de ser perseguido e perder o emprego 15-16.
Estudos evidenciaram uma elevada incidência de violência, principalmente a verbal, direcionada aos trabalhadores de Enfermagem em uma Unidade de Atenção Primária 17-18-19-20 .
As principais agressões físicas sofridas pela enfermagem são arranhões, beliscões, pontapés, empurrões, ou lesões com o uso de objetos ou armas, dentre outras 21.
No referente ao principal agressor, os próprios usuários dos serviços se destacam como os principais sujeitos perpetradores da violência 17.
No que tange ao formato de violência caracterizado como assédio moral, incluem-se práticas como isolar, desqualificar, induzir ao vexame e outros tipos de abuso de poder perpetrados por superiores hierárquicos 17.
Enfrentamos um número crescente de casos de assédio sexual no ambiente de trabalho, tal ato pode ser caracterizado como constranger verbalmente ou fisicamente uma pessoa para obter vantagem sexual, de uma maneira humilhante, ofensiva e vexatória22.
O impacto negativo no desenvolvimento das atividades laborais de trabalhadores da enfermagem devido ao sofrimento de serem alvos de casos de assédio sexual no ambiente de trabalho 21.
Consequências da violência no desenvolvimento do trabalho da enfermagem
A violência em forma de intimidação ao trabalhador é causadora de adoecimento e impactos negativos no desenvolvimento do seu trabalho, embora a intimidação seja considerada corriqueira e não somente é aceita, como reproduzida diante da cultura organizacional das instituições de saúde 23.
Constata-se que os profissionais que são expostos a situações de violência são os maiores usuários de medicações para :depressão, ansiedade, hipertensão arterial, entre outras patologias, do que aqueles que relatam não sofrer algum tipo de violência no ambiente de trabalho 17.
A satisfação pelo local de trabalho está estatisticamente atrelada a não sofrer a violência física, comprovando que os trabalhadores que se identificam com maior nível de satisfação com o trabalho, são os que sofrem menos violência física 24.
O fato de não sofrer violência, obviamente, gera um impacto positivo na satisfação com o ambiente de trabalho, no sentimento de reconhecimento profissional e na satisfação com o relacionamento interpessoal 17,24.
Medidas de prevenção a violência no ambiente de trabalho
A prevenção de situações de violência no trabalho resulta em um melhor ambiente de trabalho, e entre as ações de prevenção, o mesmo cita as políticas de prevenção institucionais, as ações gerenciais, a intervenção do Ministério Público do Trabalho e os Projetos de lei 25.
Alguns países, principalmente os Estados Unidos da América e Europeus, instituem políticas obrigatórias que preconizam tolerância zero em relação à violência no ambiente de trabalho, que além de incluir todos os envolvidos no programa de prevenção, tem como premissa o incentivo à denúncia de casos sofridos de violência 26.
É essencial que gestores se comprometam e implementem estratégias institucionais para prevenir a violência no local de trabalho, com ações planejadas em sintonia com políticas de prevenção de violência no ambiente de trabalho, adaptadas à realidade de cada instituição de saúde 27.
Técnicas de escalonamento se apresentam como uma das possíveis estratégias para a prevenção de violência no ambiente de trabalho, essas técnicas funcionam identificam as fases do ciclo de agressão e possíveis comportamentos que podem evoluir e/ou agravar uma situação violenta 27.
A “desescalada” se configura como uma gama de habilidades e técnicas que evitem ou minimizem situações conflitantes, através de intervenções verbais e não verbais, avaliação da situação e ações que visem a manutenção da segurança, reduzindo a agitação do agressor, seja qual for a causa que despertou a situação de violência 27.
DISCUSSÃO
A partir dos dados apresentados, podemos discutir a questão da violência no ambiente de trabalho, especialmente no setor de saúde, onde os profissionais de enfermagem estão particularmente vulneráveis.
A violência, em suas diversas formas, é uma realidade enfrentada por esses trabalhadores, com destaque para as agressões verbais e físicas. O fato de que os principais agressores são os próprios pacientes e seus familiares revela uma dinâmica complexa, onde a pressão e o estresse do ambiente de saúde podem se manifestar em comportamentos agressivos. Isso não apenas afeta a saúde mental dos trabalhadores, mas também pode interferir de forma negativa na qualidade do atendimento prestado aos pacientes 4 .
Atrelado ao medo de represálias e a falta de um canal efetivo de notificação, temos uma subnotificação dos casos de violência no setor de saúde, situação que evidencia a necessidade de uma cultura organizacional que promova a comunicação aberta e o suporte entre os profissionais de saúde.
As práticas de desqualificação e humilhação por parte de superiores hierárquicos, assim como os casos de assédio sexual, não apenas prejudicam o bem-estar dos trabalhadores, mas também criam um ambiente de trabalho desfavorável, que pode levar à alta rotatividade e à insatisfação profissional 17.
No enfrentamento à violência no ambiente de trabalho, é essencial que as instituições de saúde adotem estratégias de prevenção robustas. Isso inclui a implementação de treinamentos em gestão de conflitos, que capacitem os profissionais a lidar com situações de violência de forma eficaz 28.
A promoção de um ambiente seguro e respeitoso é fundamental para o bem-estar dos trabalhadores e a qualidade do atendimento aos pacientes.
CONCLUSÃO
O presente trabalho demonstrou que os enfermeiros estão expostos a situações de violência nos respectivos ambientes de trabalho, principalmente a violência verbal, sendo que, na maioria das vezes, a violência é perpetrada pelos próprios pacientes, ou seus familiares.
A violência direcionada aos enfermeiros, na maioria dos casos, ocorre por ser este o profissional de saúde com maior proximidade com o paciente e seus familiares.
A análise das situações de violência enfrentadas pelos enfermeiros revela um cenário que inspira atenção, pois, não apenas compromete a saúde e segurança desses profissionais, mas também impacta diretamente a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. A predominância da violência verbal, frequentemente perpetrada por pacientes ou seus familiares, indica uma necessidade urgente de intervenção. A proximidade dos enfermeiros com os pacientes pode ser vista tanto como uma oportunidade para um cuidado mais humanizado quanto como um fator de vulnerabilidade.
As possibilidades de enfrentamento incluem a implementação de programas de capacitação que abordem a gestão de conflitos e a comunicação eficaz, além de campanhas de conscientização sobre a importância do respeito e da empatia no ambiente de saúde. A criação de um protocolo claro para a notificação de incidentes violentos e o fortalecimento do apoio psicológico aos profissionais podem contribuir para uma cultura de segurança e proteção.
Compreendendo o contexto que envolve as situações de violência direcionadas aos enfermeiros, as suas principais causas, podemos analisar as formas de enfrentamento que sejam efetivas na prevenção de situações de violência direcionadas ao enfermeiros em seu ambiente de trabalho, visto que essas situações geram diretamente impacto negativo no desenvolvimento e no desempenho do seu trabalho.
Percebemos que ainda é necessário uma organização em relação a violência sofrida pelos enfermeiros, pois, devido a inúmeros fatores, como banalização da violência, medo de perder o emprego e a falta de apoio da gestão, as notificações estão muito aquém dos casos efetivos de violência no ambiente de trabalho nos quais os enfermeiros são vitimados. A conclusão deve responder aos objetivos do estudo proposto, bem como fundamentar em evidências encontradas com a investigação da maneira mais clara, concisa e objetiva.
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