Artigo de Revisão de Literatura: Políticas Públicas para o Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista no Brasil, EUA e Europa nos Últimos 20 anos. Propostas e Dificuldades.
Dra. Adélia Ferraz Daher Miranda, Psiquiatra.
Resumo:: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição diretamente ligada ao neurodesenvolvimento, caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos e estereotipados. Nos últimos anos houve um aumento significativo na prevalência do TEA globalmente, impulsionando a criação de políticas públicas voltadas ao suporte e tratamento destas pessoas e suas famílias. O presente trabalho de revisão de literatura tem como objetivo conhecer as principais políticas públicas voltadas ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em relação ao seu atendimento global, saúde, direitos sociais e educação, no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Apresenta as principais leis e iniciativas, bem como suas peculiaridades e dificuldades. Evidencia as diferenças entre as realidades, os principais desafios para uma melhor abordagem e assistência, bem como a necessidade de uma uniformização de ações, políticas e acesso aos recursos, possibilitando assim um real avanço nas políticas públicas de atendimento às pessoas com TEA.
Introdução
Segundo a CID 11 o Transtorno do Expectro Autista é definido como um "Transtornos do neurodesenvolvimento caracterizados por dificuldades persistentes na interação social e na comunicação social, além de padrões restritos, repetitivos e inflexíveis de comportamento, interesses ou atividades, que se manifestam durante o período do desenvolvimento, geralmente na primeira infância."
Nos últimos anos constatou-se um aumento do número de casos de autismo no Brasil e no mundo.
No Brasil, por volta dos anos 2000, ainda não se dispunha de estatística muito confiáveis e utilizava-se as estatísticas mundiais, principalmente as estatísticas americanas. Considerando-se estes números, houve um aumento de 1 caso a cada 500-1000crianças em 2000 para 1 caso a cada 150 crianças após o ano de 2020- 0,1- 0,2 para 0,66% o Centers for Disease Control and Prevention, foi estimada 1 caso a cada 150 crianças- 0,66%. (Esse dado é baseado no sistema de monitoramento "Autism and Developmental Disabilities Monitoring (ADDM)", que começou a registrar números em larga escala a partir de 2000.)
Na Europa, a prevalência variava entre 2 a 5 casos por 10.000 crianças (0,02% a 0,05%), dependendo do país e dos critérios diagnósticos utilizados. Atualmente a prevalência varia entre 0,38% e 1%, com variações das taxas entre os países.
É importante notar que o aumento nas taxas de diagnóstico de TEA pode ser atribuído a uma combinação de fatores, incluindo maior conscientização, aprimoramento dos métodos diagnósticos e mesmo o aumento real do número de casos.
Com o aumento do número de casos há a necessidade de se pensar não somente em maior eficiência no diagnóstico, mas também em políticas públicas de atendimento a esta população.
Em relação ao Autismo, que à partir da CID 11 passa a ser oficialmente melhor caracterizado como Transtorno de Expectro Autista 6A02, substituindo o código F84.0 da CID-10, sabe-se que pelo menos em relação as medicações, não há um tratamento específico para autismo, mas sim um tratamento para “sintomas alvo”, apresentados ou não em determinado momento da patologia, que podem a vir beneficiar-se de tratamento medicamentoso.
Há em contrapartida outras medidas terapêuticas eficazes, métodos de progressiva integração e adaptação biopsicossocial e escolar que melhoram de maneira significativa a adaptação social e prognóstico destes indivíduos.
As principais abordagens terapêuticas e educacionais utilizadas para o TEA neste momento são:
Abordagens Educacionais
Além dos recursos utilizados para estas abordagens educacionais como Suportes Visuais e Apoio Sensorial.
Objetivos deste Trabalho: Pesquisar, avaliar e comparar como estão ocorrendo as propostas terapêuticas não medicamentosas direcionadas ao tratamento do TEA no Brasil, Estados Unidos e Europa.
Apontar os ganhos e as principais dificuldades apontadas.
Metodologia: Foi feita revisão de literatura, não somente de artigos acadêmicos, mas das legislações e políticas públicas em vigor, para quer fosse possível conhecer diferentes realidades.
A legislação disponível ainda é razoavelmente antiga, por isso foram usadas leis e artigos que a embasaram com mais de 10 anos de publicação.
Resultados:
Estados Unidos da América:
Possuem várias políticas públicas e iniciativas voltadas para o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas políticas abrangem desde educação e saúde até apoio familiar, direitos civis e integração social, sendo alguns destes dispositivos:
1. Lei para Americanos portadores de Deficiências (ADA - Americans with Disabilities Act)
2. IDEA - Individuals with Disabilities Education Act
3. Affordable Care Act (ACA)
4. Autism CARES Act
5. Medicaid e Programas Estaduais
6. Centros de Assistência para o Autismo
7. Employment First Initiative
Desafios Restantes:
Embora existam várias políticas públicas, desafios persistem, como:
Europa –
Diversos países da Europa também implementam políticas públicas de tratamento e apoio para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora não exista uma política única e padronizada em nível europeu, há uma tentativa de promover diretrizes mais padronizadas por meio do European Autism Action Plan.
A União Europeia e muitos de seus países membros possuem estratégias e ações específicas voltadas para o TEA.
Seguem alguns exemplos:
1. Estratégias Nacionais de Abordagem para o Autismo.
2. Diretrizes Européias.
3. Serviços de Saúde e Diagnóstico Precoce.
4. Educação Inclusiva.
5. Programas de Emprego.
6. Financiamento e Apoio às Famílias.
Os principais desafios na Europa são:
Brasil.
Existem políticas públicas voltadas para o tratamento e o suporte de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA),
Sendo as principais:
1. Lei Brasileira de Inclusão (LBI) - Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)
2. Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei nº 12.764/2012)
3. Quanto ao atendimento em Saúde - SUS (Sistema Único de Saúde)
4. Educação Inclusiva
5.Proteção Social - Benefício de Prestação Continuada (BPC) – Garante apoio financeiro à famílias com renda menos do que 255 de um salário mínimo por pessoa.
6. Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite)
Desafios e Limitações da Implementação e funcionamento destas iniciativas no Brasil:
Conclusão:
Analisando os dados trazidos pela literatura levantada foi feita a seguinte conclusão:
Houve um aumento global do número de Diagnósticos de TEA, incluindo Brasil, Estados Unidos e União Européia. Seja por existirem estatísticas mais confiáveis, por métodos e olhos profissionais mais sensíveis no momento da avaliação e/ou também pelo número real de aumento de casos.
Com este aumento há a necessidade de se pensar em polítcas públicas que garantam tratamento e direitos à educação e cidadania aos portadores de TEA.
Tanto Estados Unidos como a União Européia apresentam políticas sociais, educacionais e de saúde para abordagem e garantia de direitos aos portadores de TEA. Mas apresentam dificuldades quanto a uniformização de recursos oferecidos entre seus estados e países, observando que as abordagens terapêuticas acessíveis e eficazes no TEA dependem de equipes multiprofissionais, envolvendo grande dispêndio financeiro.
No Brasil também temos Leis importantes para garantia de direitos e tratamento da população com TEA, mas enfrentamos muitos desafios. Em sua maioria as leis brasileiras falam de garantia de direitos, mas não especificam ao certo como será exercido este direito.
É preconizado que o atendimento seja realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados em Reabilitação (CERs). As escolas regulares oferecem Salas de Recursos Multifuncionais e Atendimento Educacional Especializado (AEE). Contudo, persistem desigualdades regionais, filas de espera e falta de profissionais capacitados.
Fala da educação inclusiva, mas carece de políticas de implementação e capacitação de profissionais.
Temos a garantia de tratamento pelo SUS, mas há uma carência de profissionais capacitados e uma necessidade de maior número de profissionais e locais para atendimento.
Ainda existem dificuldades como pouca fiscalização da implementação de recursos e serviços, pouco foco em trabalhos sobre o TEA da vida adulta. Consequentemente muitos locais dependem de iniciativas privadas para tratamento.
Fazendo um comparativo entre Brasil, EUA e Europa, enquanto EUA e Europa possuem sistemas robustos para diagnóstico precoce, o Brasil enfrenta dificuldades de implementação e número de profissionais capacitados.
O acesso ao tratamento é mais amplo nos EUA e na Europa, enquanto no Brasil há limitações na oferta de terapias especializadas.
Em relação à inclusão, a legislação brasileira é avançada, mas falta estrutura para garantir inclusão plena nas escolas e no mercado de trabalho.
Brasil está mais fortalecido em suas políticas sociais e de garantia de direitos do que em relação à saúde e educação propriamente ditas. Há uma boa especificação “do que” garantir, mas falta explanar sobre estratégias de “como propiciar”.
Mesmo nos centros mais avançados, é necessário ampliarmos estudos e propostas pensando no melhor acesso ao tratamento e garantia de direitos à população com TEA.
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