AGE IS PROTECTIVE WHILE ECONOMICAL PUNCTUATION AND BODY IMAGE ARE RISK FACTORS TO BODY CONCERN
A IDADE É UM FATOR PROTETOR, ENQUANTO A PONTUAÇÃO ECONÔMICA E A IMAGEM CORPORAL SÃO FATORES DE RISCO PARA A PREOCUPAÇÃO COM O CORPO
LA EDAD ES UN FACTOR PROTECTOR, MIENTRAS QUE LA PUNTUACIÓN ECONÓMICA Y LA IMAGEN CORPORAL SON FACTORES DE RIESGO PARA LA PREOCUPACIÓN POR EL CUERPO
Mariana Martins Moreira. Nutricionista. Mestra em Nutrição e Saúde. Mestra em Nutrição e Saúde. Faculdade de Nutrição. Universidade Federal de Goiás
Marina de Sá Azevedo. Nutricionista. Mestra em Nutrição e Saúde. Faculdade de Nutrição. Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Goiás
Raquel Machado Schincaglia. Doutora em Ciências da Saúde Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás
Marilia Mendonça Guimarães. Doutora em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Goiás
Luciana Bronzi de Souza. Doutora em Saúde Coletiva. Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás (autor correspondente)
ABSTRACT
This study investigates the impact of socioeconomic, academic, anthropometric, behavioral, and body image factors on body concerns among female undergraduate nutrition students. Conducted in the Midwest region of Brazil, it involved 173 nutrition students. Data on sociodemographic, academic, anthropometric, behavioral, and body image (using the Stunkard Figure Rating Scale, Food Desire Questionnaire, and Body Shape Questionnaire) were collected. Results revealed that 46.24% of students had some level of body concern, with 10.98% experiencing severe concerns. Economic status (p=0.02) and anthropometric variables (p=0.01) were associated to body concern levels. The incremental in the age in such way that one year older represents less chance of being concerned (OR=0.84;IC95%:0.72-0.98). There is a higher chance of being concerned of their bodies with the incremental of economical punctuation represents higher chance (1.07;1.03-1.12) and Stunkard Figure Rating Scale (2.10;1.34-3.28). It emphasizes the importance of implementing interventions that address Nutrition students' body concerns.
KEYWORDS: Eating behavior, body image, students, physical appearance, body.
RESUMO
Este estudo investiga o impacto de fatores socioeconômicos, acadêmicos, antropométricos, comportamentais e de imagem corporal nas preocupações corporais entre estudantes de graduação em nutrição. Realizado na região Centro-Oeste do Brasil, envolveu 173 estudantes de nutrição. Dados sociodemográficos, acadêmicos, antropométricos, comportamentais e de imagem corporal (usando a Stunkard Figure Rating Scale, Food Desire Questionnaire e Body Shape Questionnaire) foram coletados. Os resultados revelaram que 46,24% dos estudantes tinham algum nível de preocupação corporal, com 10,98% apresentando preocupações severas. O status econômico (p = 0,02) e as variáveis antropométricas (p = 0,01) foram associadas aos níveis de preocupação corporal. O incremento na idade de tal forma que um ano a mais representa menos chance de estar preocupado (OR = 0,84; IC95%: 0,72-0,98). Há uma chance maior de se preocupar com seus corpos com o incremento da pontuação econômica representa uma chance maior (1,07;1,03-1,12) e Stunkard Figure Rating Scale (2,10;1,34-3,28). Enfatiza a importância de implementar intervenções que abordem as preocupações corporais dos alunos de nutrição.
DESCRITORES: Comportamento alimentar, imagem corporal, alunos, aparência física, corpo.
INTRODUÇÃO
Muitas pessoas entendem a imagem corporal apenas como o que veem no espelho. No entanto, é um constructo complexo relacionado a variáveis antropométricas, formas e contornos corporais. (1) A imagem corporal também é uma resposta a pensamentos, sentimentos, avaliações e comportamentos em relação ao próprio corpo, resultando, portanto, na identidade que cada pessoa cria de si mesma (2-3) A percepção de um indivíduo sobre sua imagem corporal é influenciada não apenas por aspectos de sua subjetividade, mas também por fatores culturais e sociais (1)
Além disso, a percepção da imagem corporal pode revelar satisfação com o corpo, mas também indicar condições como insatisfação corporal, distorção da imagem corporal e até mesmo transtorno da imagem corporal. Nessas três situações, a preocupação com o corpo é um fator presente (2), e, em excesso, está relacionado ao desenvolvimento de transtornos alimentares. (4) Distorções na percepção da imagem corporal podem causar transtornos alimentares, promovendo alterações nos comportamentos alimentares. (5-6) Essas alterações são denominadas de alimentação desordenada, que é uma atitude alimentar complexa. (7)
A busca por um corpo magro está intimamente ligada a esse tipo de comportamento, principalmente em mulheres que sentem maior desejo e pressão para atingir tal corpo. (8) Esse tipo de corpo idealizado está associado à crença de que pode levar a maior felicidade e status social. Esse processo parece ser mais intenso entre estudantes da área da saúde. Estudantes universitários do curso de nutrição apresentam maior prevalência de insatisfação corporal. (9) A explicação para a maior prevalência pode ser atribuída à maior vulnerabilidade dessa população aos padrões estéticos em resposta a uma imagem idealizada do que um nutricionista deve ser 10), que é carregada de estereótipos relacionados aos parâmetros antropométricos desse público e seu nível de conhecimento e qualificação profissional. (11-12)
Estudos descobriram que as mulheres, especialmente as estudantes de Nutrição, são as mais preocupadas com seus corpos. (7, 13) No entanto, ainda há uma falta de compreensão em relação a outros fatores que podem determinar ou prever preocupações com a imagem corporal neste grupo. Embora alguns fatores associados sejam comumente assumidos, a magnitude do problema ainda não foi determinada. Portanto, este estudo tem como objetivo estimar o impacto de aspectos socioeconômicos, acadêmicos, dietéticos e nutricionais nas preocupações corporais em estudantes de nutrição do sexo feminino para melhorar nossa compreensão de tais aspectos.
METÓDO
Desenho do estudo, população e amostra
Este é um estudo transversal realizado na região Centro-Oeste do Brasil com estudantes de graduação do sexo feminino com 18 anos ou mais que estavam cursando nutrição em uma universidade pública. A amostra foi calculada usando o software Epiinfo versão 3.5.1. Uma frequência esperada de 21,7% de risco de desenvolver transtornos alimentares (14), foram considerados erro de 5% e intervalo de confiança de 95%, resultando em 148 indivíduos. Foram calculados 17% adicionais para eventuais perdas e desistências, totalizando 173 indivíduos. Foram excluídos do estudo estudantes em licença médica ou matrícula suspensa e gestantes.
Avaliação socioeconômica, acadêmica e antropométrica
Durante o ano acadêmico de 2019 (março a novembro), as seguintes variáveis foram coletadas pessoalmente: idade (em anos e categorizadas em <20, 20-24, >24); cor da pele ou etnia autorrelatada (branca; não branca – ou seja, preta, parda, amarela, indígena); estado civil (com ou sem companheiro); pontuação econômica (pontuação mais alta representa a família mais rica); taxa de conclusão do curso (%); pontuação média global (classificada em uma escala de 0 a 10 pontos); participação em projetos de ensino, pesquisa e extensão e horas semanais gastas nessas atividades; participação em programas universitários sociais; peso (em quilogramas); altura (em centímetros); e circunferência da cintura (em centímetros); as medidas antropométricas foram realizadas de acordo com Gordon; Chumlea; e Roche. (15) Dados de peso e altura foram usados para calcular o índice de massa corporal (IMC).
Avaliação comportamental e de imagem corporal
Os seguintes instrumentos auto-administrados foram usados para a avaliação comportamental e de imagem corporal: Stunkard Figure Rating Scale, Food Desire Questionnaire e Body Shape Questionnaire (BSQ). A avaliação da satisfação com a imagem corporal foi analisada usando a Stunkard Figure Rating Scale. A escala compreende nove silhuetas que variam de extremamente magras a muito obesas.(16) A aluna indicou a imagem que a representa atualmente com a palavra "Eu", e depois a imagem que ela gostaria de ser com a palavra "Ideal". A insatisfação corporal foi avaliada pela discrepância entre o número da figura escolhida como atual e o número da figura escolhida como ideal (Eu - Ideal). Resultados mais próximos de zero indicam menor insatisfação, enquanto resultados mais distantes de zero indicam maior insatisfação. Valores positivos indicam insatisfação com o excesso de peso, e valores negativos indicam insatisfação com o baixo peso.
O Questionário de Desejo Alimentar foi usado para avaliar desejos por alimentos específicos. (17) Este questionário foi minimamente adaptado aos alimentos locais (18), preservando a lista de 38 alimentos e bebidas, como na versão original. A lista de alimentos continha chocolate ao leite, chocolate amargo, chocolate branco, sanduíches/hambúrgueres, batata frita, pizza, açúcares e doces, balas e gomas de mascar, biscoitos doces, bolos recheados, sorvetes, biscoitos salgados, bolos simples, pão francês, pão integral, pães/tortas recheados e salgadinhos fritos/assados, açaí, feijão e outros vegetais, frutas frescas/secas, nozes e sementes oleaginosas, sucos naturais, vegetais/saladas, aves/peixes, carne bovina, suína e salsichas, arroz, macarrão, mandioca e grãos integrais, leite e laticínios e queijo/laticínios. Os participantes foram solicitados a classificar o quanto gostariam de comer cada item do questionário em uma escala de 5 pontos, variando de 0 (nenhum desejo) a 4 (desejo muito alto), com uma pontuação máxima de 152 pontos. Os participantes foram instruídos a responder ao questionário independentemente do horário de sua última refeição.
O Body Shape Questionnaire (19) foi utilizado para avaliar o nível de preocupação do indivíduo com seu corpo e peso nas últimas quatro semanas. Este questionário incluía seis respostas possíveis: 1) Nunca, 2) Raramente, 3) Às vezes, 4) Frequentemente, 5) Muito Frequentemente e 6) Sempre. A classificação foi obtida com base no total de pontos marcados. A soma < 80 pontos indicou um padrão de normalidade; entre 81 e 110 pontos, preocupação leve; de 111 a 140, preocupação moderada; e > 141 pontos, preocupação grave e excessiva com a imagem corporal.(20)
Análise estatística
O banco de dados foi preparado no programa Excel para Windows (versão 10) com dupla digitação para garantir a consistência dos dados. A normalidade foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk (p>0,05). A caracterização da amostra foi realizada por frequência absoluta e relativa para variáveis categóricas, média e desvio padrão para variáveis paramétricas e mediana e percentil 25 e 75l para variáveis não paramétricas. O teste exato de Fisher avaliou a associação entre variáveis independentes e o desfecho (classificação do Questionário de Forma Corporal – preocupação do indivíduo com a própria forma corporal). O teste de Análise de Variância ou o equivalente não paramétrico de Kruskall-Wallis foi aplicado para comparar médias ou medianas entre as variáveis independentes e o desfecho, considerando um nível de significância de 5%.
Foi realizada uma análise de regressão múltipla com estimativa da razão de produto cruzado (razão de chances) e seu intervalo de confiança de 95%. Todas as variáveis foram incluídas em um modelo stepwise automatizado; permaneceram apenas aquelas com p<0,20. O nível de significância utilizado para todos os testes foi de 5%. Esta análise foi realizada utilizando o software STATA® versão 14.0.
Aspectos éticos
O estudo seguiu os princípios éticos descritos na Declaração de Helsinque e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Goiás sob o protocolo nº 11162919.9.0000.5083. Todos os participantes foram devidamente informados sobre o protocolo do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
RESULTADOS
O estudo incluiu 173 estudantes de graduação em Nutrição do 1º ao 10º semestre do curso. A idade média dos participantes foi de 22,65 (DP=4,02) anos, mas a maioria tem entre 20 e 24 anos. A maioria dos estudantes se declarou não branca (n=91; 52,60%), vivia sem companheiro (n=115; 66,47%) e participava de projetos de ensino, pesquisa e extensão (n=115; 66,47%). Quarenta e sete (27,17%) estudantes participaram de programas de universidades sociais (Tabela 1).
Oitenta estudantes (46,24%) demonstraram algum grau de preocupação corporal, com 10,98% relatando preocupação grave. Não foram observadas diferenças significativas entre as classificações de preocupação corporal e idade, cor da pele ou etnia, estado civil, taxa de conclusão do curso, pontuação média global, participação em projetos de ensino; pesquisa; e extensão ou programas de universidades sociais e desejo alimentar (Tabela 2). Observou-se que os alunos com preocupação corporal leve ou grave tinham um status econômico mais alto do que aqueles sem preocupação (p=0,02). Em termos de variáveis antropométricas, os alunos moderadamente e gravemente preocupados têm maior peso, índice de massa corporal e circunferência da cintura do que os alunos não preocupados (p=0,001). A pontuação da Stunkard Figure Rating Scale foi maior entre os participantes com preocupações corporais graves, enquanto aqueles com preocupações leves e moderadas não apresentaram diferenças (Tabela 2).
As chances de se preocupar com o próprio corpo são menores com o aumento da idade, de modo que um ano a mais representa uma redução de 16% da chance de se preocupar (OR= 0,84, p=0,001). De modo que, há maior chance de se preocupar com o próprio corpo com o aumento da pontuação econômica, que representa maior chance (7% para cada ponto, p=0,023) e da Escala de Classificação de Figuras de Stunkard (110% para cada ponto, p=0,001). Não foram observadas associações entre cor, curso médio global, índice de massa corporal e preocupação com a imagem corporal (Tabela 3).
DISCUSSÃO
Os achados do presente estudo destacam o aumento da preocupação corporal com o avanço da idade entre jovens universitárias de Nutrição. A idade mais jovem foi um fator de proteção, enquanto a chance de apresentar algum grau de preocupação corporal é maior em estudantes de classe econômica mais alta e com maior insatisfação corporal. Além disso, as variáveis antropométricas avaliadas diferiram significativamente com base no nível de preocupação corporal, bem como na classificação econômica.
Em nosso estudo, estudantes com algum grau de preocupação corporal alcançaram valores positivos na escala de figura corporal, indicando insatisfação com o excesso de peso. A insatisfação corporal e o desejo de atingir o ideal de magreza parecem ser universais entre as universitárias. Esse ideal de magreza pode resultar em uma percepção corporal negativa, levando à frustração. (7) Outro achado notável em nosso estudo é que estudantes de classificações econômicas mais altas demonstraram maior preocupação com seus corpos. Um estudo realizado com universitários de vários cursos, e outro realizado com estudantes de ambos os sexos encontraram resultados semelhantes aos do presente estudo. Eles indicam que quanto maior a classe econômica de um indivíduo, maior sua insatisfação com sua imagem corporal. (6, 21) No entanto, outros estudos relataram que a insatisfação e a distorção da imagem corporal são mais prevalentes em populações com alta vulnerabilidade social (6, 21-22), no entanto, descobriram que as universitárias desejam um corpo magro independentemente de sua classe econômica.
Mulheres de várias faixas etárias têm percepções e atitudes distorcidas da imagem corporal e os fatores relacionados a essa distorção são múltiplos. (23) No entanto, a precisão no julgamento de sua forma corporal atual e ideal é modulada pela idade, e explicada pelo IMC e pela preocupação com as partes do corpo. (24) A preocupação com o corpo está associada a um IMC mais alto (13, 25-26), e a gravidade dessa preocupação pode ser influenciada pela quantidade de excesso de peso. (27) Vale ressaltar que indivíduos que não estão acima do peso também podem ter preocupações com a imagem corporal. (28-29) Em nosso estudo, peso, IMC e circunferência da cintura diferiram em relação ao grau de preocupação corporal, embora apenas o grupo com preocupação moderada estivesse acima do peso. Indivíduos que exibiam um padrão de preocupação normal tiveram pontuações medianas mais baixas para essas variáveis do que aqueles com um padrão de preocupação grave. Isso significa que os alunos estão preocupados com seus corpos, independentemente de estarem com um peso adequado ou acima do peso. Embora houvesse diferenças nas medianas das variáveis antropométricas entre os níveis de preocupação, nenhuma variável foi associada ao resultado. O IMC teve significância marginal e influência no modelo estatístico, mas não foi um fator associado à preocupação corporal. Em grupos de indivíduos abaixo do peso, peso normal e sobrepeso (mas não obesos), conforme descrito aqui, as correlações entre a preocupação com a imagem corporal e o peso corporal foram inconsistentes. (28-29)
Independentemente do seu estado nutricional, mulheres em idade universitária apresentam, em especial, maior risco de apresentar insatisfação corporal. (30-31) Em nossos resultados, observamos uma clara associação entre insatisfação corporal e preocupação corporal, ou seja, estudantes insatisfeitos com seus corpos apresentaram 2,10 vezes mais chances de apresentar preocupações corporais. Acredita-se que essa associação se deva à idealização da magreza por esse grupo, o que prediz a preocupação com o corpo. Outros estudos realizados com um grupo de estudantes de Nutrição revelaram que estudantes universitários com peso normal estavam insatisfeitos com sua imagem corporal, desejando mudá-la para corpos mais magros e se adaptar aos padrões sociais. (31- 32) Portanto, pode-se inferir que a pressão social sobre a estética dos estudantes de Nutrição é um fator que influencia sua autopercepção da imagem corporal. (33)
O presente estudo traz implicações significativas ao questionar a idealização da magreza entre jovens estudantes de Nutrição. Além da autopercepção da imagem corporal, preocupações com sua imagem corporal podem afetar sua prática profissional e influenciar os indivíduos sob seus cuidados nutricionais. (32, 34-35) Assim, desenvolver intervenções que abordem pressões socioculturais e ideais de beleza irrealistas e integrem meios de aceitação do próprio corpo podem ser estratégias benéficas. (36) Intervenções no ambiente universitário têm efeito preventivo no desenvolvimento de transtornos alimentares, reduzindo sintomas e riscos. (37) Entender os fatores que influenciam a autopercepção da imagem corporal pode desempenhar um papel essencial nas práticas de controle de peso (29) e orientar ações preventivas.
CONCLUSÃO
Concluindo, os resultados deste estudo indicam que quase metade dos estudantes relataram algum nível de preocupação corporal, com um a dez apresentando preocupações severas. O status econômico e os fatores antropométricos foram significativamente associados aos níveis de preocupação corporal. Especificamente, os estudantes mais velhos eram menos propensos a se preocupar com seus corpos. Por outro lado, maior status econômico e maiores pontuações na Stunkard Figure Rating Scale foram associados a uma maior probabilidade de preocupações corporais. Nesse sentido, os achados do estudo atual destacam a necessidade de promover ações de autocuidado entre jovens universitárias, considerando fatores como idade, classe econômica e imagem corporal como preditores de insatisfação corporal. Este estudo tem algumas limitações que incluem o delineamento transversal, que não permite inferências causais diretas entre variáveis, a centralidade da amostra em uma única região do país.
Declaração de interesse concorrente
Os autores não relatam conflitos de interesse.
Financiamento
Este estudo foi financiado em parte pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código Financeiro 001, e pelo Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação do Brasil.
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37. Harrer M, Adam SH, Messner EM, Baumeister H, Cuijpers P, Bruffaerts R. Prevention of eating disorders at universities: A systematic review and meta-analysis. Int J Eat Disord. 2020;53(6):813–33. doi: 10.1002/eat.23224.
TABELAS
Tabela 1. Caracterização socioeconômica e acadêmica de estudantes de nutrição. n=173
Variáveis | n (%) ou mediana (p25-p75) |
Socioeconômicas | |
Idade < 20 anos 20 a 24 anos >24 anos | 22(12.72) 122(70.52) 29(16.76) |
Cor da pele ou etnia Brancos Não-brancos | 82(47.40) 91(52.60) |
Estado Civil Sem parceiro Com parceiro | 115(66.47) 58(33.53) |
Pontuação Econômica | 7.92(8.41) |
Acadêmico | 36(29-43) |
Taxa de conclusão do curso (%) | 45.46(26.40-67.83) |
Pontuação média global | 7.68(7.03-8.20) |
Participação em projetos de ensino, pesquisa e extensão Sim Não | 115(66.47) 58(33.53) |
Horas semanais participando de projetos de ensino, pesquisa e extensão | 6(0-15) |
Participação em programas universitários sociais Sim Não | 47(27.17) 126(72.83) |
Antropometrico | |
Peso (kg) | 55.90(51.80-64.40) |
Indice de massa corporal IMC (kg/m²) | 21.86(19.87-24.07) |
Circunferência da cintura (cm) | 70(66-75) |
Comportamental e imagem corporal | |
Escala de classificação de figura de Stunkard | 1(0-1) |
Questionário de desejo alimentar | 66(55-79) |
Preocupação com o corpo | 76(55-102) |
Tabela 2. Características socioeconômicas, acadêmicas, antropométricas e psicológicas relacionadas à preocupação dos estudantes de nutrição com seus corpos, mediana [intervalo interquartil]. n=173
Variáveis | Preocupação do indivíduo com seu próprio corpo | valor de p | |||||||
Sem preocupação n = 93 (53.76%) | Leve n = 42 (24.28%) | Moderada n = 19 (10.98%) | Severa n = 19 (10.98%) | ||||||
Socioeconômicas | |||||||||
Idade, mediana, p25-75 | 22 | [21-24] | 22 | [20-23] | 21 | [19-26] | 22 | [20-24] | 0.278² |
Cor da pele ou etnia, n, % | 0.441¹ | ||||||||
Branco | 46 | 49.46 | 22 | 52.38 | 6 | 31.58 | 8 | 42.11 | |
Não-Branco | 47 | 50.54 | 20 | 47.62 | 13 | 68.62 | 11 | 57.89 | |
Estado Civil, n, % | 0.365¹ | ||||||||
Sem parceiro | 15 | 16.13 | 4 | 11.91 | 5 | 26.32 | 2 | 10.53 | |
Com parceiro | 78 | 83.87 | 37 | 88.09 | 14 | 73.68 | 17 | 89.47 | |
Pontuação econômica, média, desvio padrão | 33.95a | 9.32 | 40.02b | 9.72 | 39.37ab | 10.82 | 40.21b | 11.35 | 0.002³ |
Academicas | |||||||||
Taxa de conclusão do curso (%) | 47.30 | [30.43-72.87] | 43.28 | [25.30-65.26] | 36.30 | [17.23-67.09] | 42.90 | [24.20-69.66] | 0.732² |
Pontuação média global, mediana, p25-75 | 7.85 | [7.37-8.25] | 7.50 | [6.83-7.97] | 7.62 | [7.18-8.29] | 7.18 | [6.88-8.11] | 0.194² |
Participação em projetos de ensino, pesquisa e extensão, n, % Sim Não | 62 31 | 66.67 33.33 | 30 12 | 71.43 28.57 | 11 8 | 57.89 42.11 | 12 7 | 63.16 36.84 | 0.738¹ |
Horas semanais participando de projetos de ensino, pesquisa e extensão, mediana, p25-75 | 7 | 0-15 | 9 | 0-12 | 2 | 0-4 | 8 | 0-20 | 0.188² |
Participação em programas universitários sociais, n, % Sim Não | 27 66 | 29.03 70.97 | 8 34 | 19.05 80.95 | 5 14 | 26.32 73.68 | 7 12 | 36.84 63.16 | 0.478¹ |
Antropometricas | |||||||||
Peso(kg), mediana, p25-75 | 53.25a | [50.60-59.75] | 56.20ab | [52.10-65.50] | 68.35b | [60.10-74.40] | 64.75b | [56.40-78.40] | 0.001² |
Índice de Massa Corporal (kg/m²), mediana, p25-75 | 20.59a | [19.60-22.15] | 22.33ab | [19.98-24.29] | 25.84b | [23.01-27.30] | 24.44b | [23.06-30.23] | 0.001² |
Circunferência da cintura (cm) , mediana, p25-75 | 68.00a | [64.45-71.90] | 70.00a | [65.80-75.10] | 75.50ab | [70.00-81.80] | 73.95b | [70.00-89.30] | 0.001² |
Comportamental e imagem corporal | |||||||||
Escala de classificação de figura de Stunkard§, mediana, p25-75 | 0a | [-1-1] | 1b | [1-1] | 1b | [1-2] | 2c | [2-3] | 0.001² |
Questionário de desejo alimentar, mediana, p25-75 | 69 | [55-83] | 66.50 | [56-77] | 64 | [52-84] | 65 | [55-83] | 0.973² |
Valor de p obtido por 1Teste exato de Fisher; 2 Teste de Kruskall-Wallis; 3ANOVA one -way. Letras diferentes na mesma linha diferem entre si (p<0,05).
Tabela 3. Fatores associados à preocupação dos estudantes de nutrição com o próprio corpo (nenhuma preocupação versus qualquer grau de preocupação). n=173
Variáveis | Preocupação do indivíduo com seu próprio corpo | ||
OR | IC 95% | valor de p ╬ | |
Socioeconômicas | |||
Cor da pele ou etnia (não-branco vs branco) | 1.83 | 0.80;4.17 | 0.150 |
Idade | 0.84 | 0.72;0.98 | 0.023 |
Pontuação Econômica | 1.07 | 1.03;1.12 | 0.001 |
Acadêmicas | |||
Pontuação média global | 0.65 | 0.40;1.05 | 0.081 |
Antropométricas | |||
Índice de Massa Corporal (kg/m²) | 1.17 | 0.99;1.38 | 0.057 |
Comportamento e imagem corporal | |||
Escala de classificação de figuras de Stunkard (pontos) | 2.10 | 1.34;3.28 | 0.001 |
OR= Odds ratio. IC= Intervalo de Confiança.
Regressão múltipla com estimativa de razão de chances (Odds ratio) e seu intervalo de confiança de 95% (IC95%) em um modelo automatizado stepwise.
Mariana Martins Moreira. Nutricionista. Mestre em Nutrição e Saúde. Doutoranda em Nutrição e Saúde. Faculdade de Nutrição. Universidade Federal de Goiás, Orcid: 0009-0004-2120-5248. Rua 227 Qd. 68 s/nº - Setor Leste Universitário, CEP: 74.605-080 Goiânia - Goiás – Brasil, Fone: +55 (62) 3209-6270.
Marina de Sá Azevedo. Nutricionista. Mestranda em Nutrição e Saúde. Universidade Federal de Goiás. Orcid: 0000-0002-9001-2974. Rua 227 Qd. 68 s/nº - Setor Leste Universitário, CEP: 74.605-080 Goiânia - Goiás – Brasil, Fone: +55 (62) 3209-6270.
Raquel Machado Schincaglia. Professora Adjunta da área de Nutrição em Saúde Coletiva. Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás. Orcid: 0000- 0002-8450-6775. Rua 227 Qd. 68 s/nº - Setor Leste Universitário, CEP: 74.605-080 Goiânia - Goiás – Brasil, Fone: +55 (62) 3209-6270.
Marilia Mendonça Guimarães. Professora Associada da área de Nutrição em Saúde Coletiva. Programa de Educação Tutorial do Curso de Nutrição. Universidade Federal de Goiás Orcid: 0000-0003-1466-6180. Rua 227 Qd. 68 s/nº - Setor Leste Universitário, CEP: 74.605-080 Goiânia - Goiás – Brasil, Fone: +55 (62) 3209-6270.
Luciana Bronzi de Souza. Professora Adjunta da área de Nutrição em Saúde Coletiva. Faculdade de Nutrição, Universidade Federal de Goiás Orcid: 0000-0002-4525- 1618. Rua 227 Qd. 68 s/nº - Setor Leste Universitário, CEP: 74.605-080 Goiânia - Goiás – Brasil, Fone: +55 (62) 3209-6270.