ENFERMEIRAS E A SAÚDE DIGITAL: ASPECTOS DENTRE PROTAGONISMO, VISIBILIDADES E VIVÊNCIAS

NURSES AND DIGITAL HEALTH: ASPECTS BETWEEN PROTAGONISM, VISIBILITIES AND EXPERIENCES

ENFERMERAS Y SALUD DIGITAL: ASPECTOS ENTRE PROTAGONISMO, VISIBILIDADES Y EXPERIENCIAS

Marta Giane Machado Torres - Graduada em enfermagem pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Atenção Básica da Saúde pela Universidade Estadual do Pará. Mestra em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Amazônia (PPGSA) e Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará. Servidora pública estadual na assistência especializada em HIV/AIDS e Referência técnica do Telessaúde/UFPA. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5847-6456

Renata de Oliveira Durval - Graduada em enfermagem pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Vigilância e Cuidado em Saúde no Enfrentamento da COVID-19 e outras Doenças Virais pela FIOCRUZ. Mestranda em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Amazônia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará. Servidora pública municipal de Ananindeua/PA, como enfermeira da Vigilância Epidemiológica. Referência técnica do Telessaúde/UFPA. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-8888-5121

Leidiana de Jesus Silva Lopes - Graduada em enfermagem pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Preceptoria para o SUS. Mestra em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Amazônia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará. Vice-coordenadora do Núcleo de Telessaúde/UFPA. Apoiadora Institucional do MEC para o Programa Mais Médicos para o Brasil no estado do Pará. Enfermeira assistencial no Instituto Francisco Perez. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9301-5206

RESUMO

A atuação da enfermagem no contexto de saúde digital na região Amazônica. Relato de experiência baseado na participação de três enfermeiras do Núcleo de Telessaúde  no Pará entre 2021/2024. Destaca a implantação da tele-educação (webconferências/cursos) baseados nas necessidades dos profissionais de saúde. A teleconsultoria implantada  em 05 municípios. E a teledermatologia com apoio a regulação implantada em Belém, como projeto piloto, e mais 04 municípios. O tele-eletrocardiograma implantado em 04 municípios e a telerradiologia, em apenas 02. O envolvimento das enfermeiras no processo de implantação de saúde digital traz perspectivas de melhorias no serviço de saúde, considerando estratégias de intervenções baseadas na vivência do SUS,  no apoio da gestão e no investimento em tecnologia em saúde.

DESCRITORES: Telessaúde; Enfermagem; Saúde na Amazônia; Saúde digital.

ABSTRACT

The role of nursing in the context of digital health in the Amazon region. Experience report based on the participation of three nurses from the Telehealth Center in Pará between 2021/2024. Highlights the implementation of tele-education (web conferences/courses) based on the needs of health professionals. Teleconsulting implemented in 05 municipalities. And teledermatology with regulatory support implemented in Belém, as a pilot project, and 04 other municipalities. Tele-electrocardiogram implemented in 04 municipalities and teleradiology, in only 02. The involvement of nurses in the digital health implementation process brings prospects for improvements in the health service, considering intervention strategies based on the experience of the SUS, management support and investment in health technology.

DESCRIPTORS: Telehealth; Nursing; Health in the Amazon; Digital health.

RESUMEN

La actuación de la enfermería en el contexto de la salud digital en la región Amazónica. Relato de experiencia basado en la participación de tres enfermeras del Núcleo de Telessaúde en Pará entre 2021/2024. Destaca la implementación de la teleeducación (videoconferencias/cursos) basada en las necesidades de los profesionales de la salud. La teleconsultoría fue implantada en 5 municipios, y la teledermatología con apoyo a la regulación en Belém, como proyecto piloto, y en otros 4 municipios. El teleelectrocardiograma se implementó en 4 municipios y la telerradiología, en solo 2. La participación de las enfermeras en el proceso de implementación de la salud digital trae perspectivas de mejora en el servicio de salud, considerando estrategias de intervenciones basadas en la experiencia del SUS, el apoyo de la gestión y la inversión en tecnología en salud.

DESCRIPTORES: Telessaúde; Enfermería; Salud en la Amazonía; Salud digital.

Recebido: 10/01/2025  Aprovado: 21/01/2025
Tipo de artigo:
Relato de Experiência

INTRODUÇÃO

A enfermagem envolvida na implantação do Sistema do Telessaúde na região norte do Brasil. Serviço vinculado ao Hospital Universitário da Universidade Federal do Pará (UFPA). Financiado pela Secretaria de Saúde Digital e Informação (SEIDIGI) do Ministério da Saúde (MS). Ampliação da saúde digital no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em território da Amazônia paraense. Fortalecimento e consolidação das Redes de Atenção à Saúde, ordenadas pela Atenção Primária. Obedecendo as diretrizes do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes e pela Portaria MS nº 2.546/2011 (1).

Este Relato de Experiência viceja dar visibilidade à enfermagem dentre suas múltiplas inserções de cuidados ao indivíduo e comunidade no contexto da Saúde Coletiva sob os meandros da saúde digital. O trabalho foi desenvolvido por três enfermeiras em distintas atuações durante a implantação e execução dos serviços prestados pelo Núcleo de Telessaúde do Complexo Hospitalar da UFPA. Tal importância tem amparo legal legitimado pelo  Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) diante da Resolução 696 publicada no ano de 2022. Norma jurídica que trata da atuação da enfermeira na área de saúde digital e da telenfermagem (2)

São enfermeiras ligadas ao Sistema Telessaúde, 02 enquanto Referência Técnica e 01 vinculada à gestão e à educação permanente dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). São trabalhadoras da saúde e pesquisadoras comprometidas com aporte teórico e epistemológico e técnico às necessidades sociais de saúde da comunidade no campo da construção e reflexão à saúde coletiva. Enredadas junto à Política Nacional de Saúde Digital em ascensão na região amazônica.  

Estas compõem uma equipe multiprofissional, com formações igualmente importantes para o sucesso da expansão do serviço do Telessaúde. Neste processo a enfermagem se destaca por estar diretamente inserida dentro dos serviços da Redes de Atenção à Saúde. Dentre suas funções com a implantação do Sistema digital realizam capacitação para conhecimento e domínio da plataforma e dos serviços ofertados de teleconsultoria, telediagnóstico e teleducação para médicas/os e enfermeiras/os. Apresentam o serviço para os gestores municipais, promovem e executam outras viabilidades possíveis para que a saúde digital aconteça. 

MÉTODO

Trata-se de um relato de experiência baseado na participação de três enfermeiras do Núcleo de Telessaúde (NUTS) na região Norte do País, entre 2021 a 2024. A experiência descrita contempla a participação das enfermeiras no processo de implantação do serviço de Tele-educação e implementação dos serviços de Teleconsultoria e Telediagnóstico.

O serviço de Tele-educação foi o primeiro a ser implantado pelo NUTS, sob a coordenação de uma enfermeira. Esse serviço incluiu a oferta de webconferências mensais com temas de interesse da APS e a oferta de cursos autoinstrucionais.  Levantado necessidades por meio de envio de formulário eletrônico para profissionais de saúde dos municípios, com a finalidade de identificar suas demandas prioritárias por capacitações e temas de interesse.

Concomitantemente escolheu-se a plataforma virtual para as webconferências. Utilizado a plataforma Conferência Web RNP, acessível para os profissionais de saúde da região. Após necessidades levantadas, foi definida agenda e temas com webconferências mensais. Palestrantes qualificados. Atividades prevendo datas e horários adequados para maior participação dos profissionais. Estratégias de divulgação, utilizando meios digitais e contatos diretos com gestores municipais. Em dia e horário marcados as webconferências eram coordenadas e mediadas pela enfermeira coordenadora do serviço.

A criação dos cursos autoinstrucionais ordenada pela enfermeira coordenadora do tele-educação seguiu a metodologia da problematização, integrando teoria e prática para a qualificação profissional na APS. Processado levantamento de necessidades educacionais, definição de objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de conteúdos interativos, como e-books, vídeos, animações e podcasts. Contou com uma equipe multidisciplinar.

Posteriormente, foram implantados a Teleconsultoria e Telediagnóstico, para apoiar os profissionais de saúde em dúvidas clínicas e operacionais, possibilitando interações ágeis com especialistas de diferentes áreas, bem como auxiliar no diagnóstico, abrangendo modalidades como teledermatologia, tele-eletrocardiograma e telerradiologia. A capacitação de equipes e a promoção do serviço junto aos municípios foram fundamentais para sua efetivação. 

Inicialmente com tratativas conduzidas pela coordenação. Considerando a necessidade de contato periódico e treinamento in loco dos profissionais, foram contratadas 02 enfermeiras com experiência em gestão e/ou atenção primária. No papel de referência técnica do núcleo junto aos municípios, conduziram pactuações entre os municípios e o núcleo, assim como todo o processo de treinamento dos profissionais,  gestão e monitoramento da oferta.  

O treinamento da teleconsultoria seguiu um passo a passo estruturado, conduzido pela enfermeira técnica do Telessaúde. Dentre pactuação com o gestor municipal; apresentação e capacitação dos profissionais incluindo orientações sobre o fluxo de envio e recebimento de teleconsultoria e demonstração prática do uso da ferramenta.

Em relação ao treinamento do telediagnóstico, incluiu um processo mais detalhado, considerando as ofertas específicas do serviço, que são: teledermatologia, tele-eletrocardiograma e telerradiologia.  Para a implementação do tele-eletrocardiograma foi operado situação diagnóstica dos municípios, planejamento das ações com secretarias de saúde e gerentes dos estabelecimentos. Elencadas as unidades solicitantes e executoras e os profissionais para treinamento da utilização da plataforma. Em relação à telerradiologia  destaca-se com a implantação dessa ferramenta o pioneirismo deste serviço de telerradiologia no Pará, no município de Ananindeua, iniciado em setembro/2024.

Quanto à implantação e implementação da oferta de teledermatologia, o município de Belém foi escolhido para implantação do plano piloto, visto que as tentativas iniciais em outros municípios foram pouco promissoras. O plano piloto começou por um dos distritos administrativo e sanitário da capital paraense..

RESULTADOS

O serviço de Tele-educação apresentou resultados significativos ao longo do período de implantação. As temáticas abordadas e o aumento no número de acessos às webconferências refletem o crescente interesse e engajamento dos profissionais considerando as particularidades da região Amazônica. Inclusive relevante trabalho contendo estas informações sobre Tecnologias Digitais para Educação em Saúde  foi elucidado no XI Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde ocorrido em 2024 (3) 

Entre 2022 a 2024 totalizaram 26 webconferências com considerável participação de 1.265 usuários de forma síncrona e mensalmente operacionalizadas com temáticas específicas para os profissionais atuantes da atenção primária à saúde do estado e disponibilizadas no site do núcleo de telessaúde. Com acessos distribuídos em: 143 no ano de 2022, 944 no ano de 2023 e 178 até janeiro de 2024. Entre os usuários do acesso síncrono dividiu-se 96 intercambistas do Projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) e 51 médicos do PMMB formados no Brasil, e 1.118 profissionais de diferentes categorias (3).

A criação dos dois cursos autoinstrucionais resultou na qualificação de profissionais da APS em temas estratégicos,  ofertados em ambiente virtual de aprendizagem na plataforma moodle, estruturados com três módulos. O curso Processo de Trabalho na APS abordou o SUS, a organização do trabalho em equipe e a gestão do cuidado. Já o curso Vigilância da Sífilis Congênita e na Gravidez objetivou ampliar o conhecimento sobre a prevenção e o manejo da sífilis, alinhados às políticas de saúde. Com boa adesão atendeu às necessidades educacionais de profissionais da região.

O serviço de Teleconsultoria (de forma assíncrona) apresentado aos gestores municipais pelas enfermeiras, foi implantado nos 05 municípios sem apoio à regulação, uma modalidade importante para o controle de encaminhamentos desnecessários ao serviço especializado, pois vinculava ao profissional especialista da plataforma a avaliação do usuário para seguir para o processo de regulação. Todavia, não teve adesão dos gestores municipais.

O telediagnóstico foi apresentado a diversos municípios do estado do Pará, como ferramenta de apoio ao profissional de saúde durante a avaliação clínica do usuário do SUS. Apenas  04 municípios, daqueles acompanhados pelas RTs enfermeiras, atendiam as necessidades mínimas para implantação do Tele-eletrocardiograma e 02, para Telerradiologia, esse caracterizado como serviço mais recente em operacionalização de telediagnóstico na plataforma do Telessaúde. 

O serviço de teledermatologia implantado em Belém, como projeto piloto iniciou com o levantamento, pela enfermeira, da demanda reprimida em dermatologia  em cada uma das  Unidades Municipais de Saúde (UMS) e Equipes Saúde da Família (ESF). Havia longa espera por uma avaliação dermatológica. Com a operalização do Sistema Telessaúde em Teledermato houve expectativas de solucionar este problema de inacessibilidade a esta especialidade. Dos exames laudados pelo teledermato em 72 horas, a maioria indicava cuidados retratáveis na APS ou sem necessidade de intervenção (53% laudos de cor azul e branca). Parte destes dados também foram publicizados no XI Congresso brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (4).  

Em concordância aos protocolos do MS e da Sociedade de Dermatologia os laudos teledermato indicam uma classificação de risco. Marcador que sinalizou atenção especial para os exames laudados com classificação de risco amarelo (prioridade para ambulatório de referência) e verde  (para avaliação clínico-cirúrgica presencialmente). Situação monitorada pela enfermeira quanto ao cadastro no Sistema de Regulação (SISREG). 

Para que acontecesse o entendimento da APS sobre o processo efetivo do serviço da teledermatologia conectado ao SISREG foram realizadas sucessivas aproximações informativas e pedagógicas. Nos detalhes pormenorizados para operar os serviços de telediagnóstico tanto para os profissionais da medicina, como os gerentes e também para os operadores/administrativos do SISREG. O serviço mostrou-se resolutivo e se estendeu para todos os demais distritos administrativos e de saúde. Tendo enfermeiras imersas na implantação e implementação desta tecnologia digital. Acrescenta-se ainda que a teledermatologia foi implantada em mais quatros municípios. Só Belém envolveu a regulação municipal no fluxo do serviço.

DISCUSSÃO

Esta vivência das profissionais enfermeiras no contexto da saúde digital é promissora. Com o processo educativo fortemente experienciado quando da utilização  da Telessaúde para  capacitação de profissionais atuantes na UMS e ESF. Com recorte também quando da implantação dos serviços relacionados à produção e oferta do telediagnóstico em Belém, se estendendo para outros municípios.

O Telessaúde é um serviço que entre outros aspectos subsidiam cuidados e condutas dos profissionais além de dar suporte às decisões clínicas. Exige intervenção pedagógica e o envolvimento dos profissionais. Há avanços tecnológicos e de conectividade evidenciado em vários  territórios da Amazônia paraense, mas há lugares ainda sem alternativas estáveis e de qualidade no acesso à conectividade digital.  Mesmo com as barreiras interpostas a materialidade da saúde digital no estado do Pará sob gestão  da UFPA e do Complexo Hospitalar Universitário (5) avança. Com a participação das enfermeiras mestras em saúde coletiva no entrelace ao “programa Nacional de Telessaúde [...] que tem como objetivo melhorar a qualificação dos profissionais da saúde e suas equipes em todo território nacional (6, p. 13321)”.  

No meio amazônico, para que se usufrua dos projetos de rede, pois onde tem conexão é possível acessar as informações (7) cabe refletir e pautar a possibilidade concreta da educação permanente via telessaúde a partir do telediagnóstico: “A telessaúde é vista como um meio de transformar as práticas educacionais, de participação coletiva e de controle social no setor da saúde. Considerando-se uma tarefa de alta complexidade devido à grande expansão geográfica do  país (6, p. 13.322)”. 

A enfermagem está imersa neste processo. No serviço e gestão desencadeou diversas intervenções de caráter educativo para efetivação da Teledermatologia e Tele-eletrocardiograma. Com envolvimento nas  capacitações permanentes relacionadas ao conhecimento da plataforma digital, cadastros a partir do local de trabalho, aplicação de métodos tanto em nível de estabelecimentos de saúde, como em visitas pontuais com os trabalhadores que manejam e alimentam a plataforma e sistema de regulação. O processo técnico e educativo vai da apresentação até o seguimento proporcionado pelo monitoramento do SISREG (8).

O serviço de Tele-eletrocardiograma e telerradiologia que se configuram na emissão de laudo a partir do envio de imagens oriundas de aparelho digital, evidenciou a necessidade de investimento em tecnologia de apoio diagnóstico pelas gestões municipais. A aplicação da tecnologia na atenção primária à saúde destaca vantagens clínicas, custos e benefícios tanto para os usuários quanto para os trabalhadores de saúde (9).

Compreende-se também que a gestão teve papel fundamental para o êxito da implantação dos serviços de telessaúde nos municípios (10). O papel da enfermagem e da vivência das enfermeiras como trabalhadoras do SUS se destaca no diálogo com o gestor municipal (11). Pela criação do fluxo compulsório como forma de garantir a utilização do serviço digital para aumentar a resolutividade da APS  e diminuir a demanda a serviços especializados (12).

CONCLUSÃO

O processo de implantação do Telessaúde com a participação das enfermeiras demonstrou que a  expansão da saúde digital na Amazônia paraense possibilita eficácia e resolutividade para a maioria dos casos que podem ser resolvidos na APS. O gerenciamento da demanda reprimida e desdobramentos com a regulação, por exemplo, evidencia que a simples oferta do serviço não garante a sua utilização. Vale destacar que o compromisso da gestão com a implantação do serviço digital também contribui para melhoria do acesso a serviços de saúde em áreas  remotas, rurais ou de difícil acesso.

Nesse sentido, a atuação das enfermeiras na saúde digital  apresentou perspectivas de melhorias no serviço de saúde, considerando as estratégias de intervenções baseadas na vivência do SUS e das problemáticas que perpassam pelas redes de atenção e no investimento de tecnologias pelos gestores municipais. Além da necessidade de ampliação para outras categorias profissionais da equipe de trabalho na utilização do serviço digital, como estratégia de produção de cuidado e de intervenção na saúde da população.

É a enfermagem produzindo  pontos de conexão. É isso mesmo, enfermeiras e as práticas da Enfermagem na Saúde Coletiva relacionadas à saúde digital reafirmando que possuem um lugar importante nos cuidados à população. Promovendo e proporcionando benefícios reais à sociedade.

REFERÊNCIAS

1 Ministério da Saúde. Portaria nº  2.546, de 27 de outubro de 2011 [Internet]. Vol. Seção 1, Diário Oficial da União. Brasília, DF: Poder Executivo; 2011. p. 50. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2546_27_10_2011_comp.html Acesso em: 08 jan 2025.

2 Conselho Federal de Enfermagem COFEN. Resolução nº. 696 de 17 de maio de 2022. Dispõe sobre a atuação da Enfermagem na Saúde Digital, normatizando a Telenfermagem. DOU nº 96, de 23 de maio de 2022; seção 1. 

3 Lopes LJS, Almeida JR, Carmo MMD, Santos  RP, Faro NF, Bastos MSCBO. Educação Permanente na Atenção Primária à Saúde: A experiência do telessaúde vinculado a um hospital universitário no Pará. Anais do XI Congresso brasileiro de Telemedicina e Telesaúde; 11-14 de abril 2024; Goiânia, Brasil. Disponível em: https://sistemacenacon.com.br/evento/cbtt2024/trabalhosaprovados/naintegra/3221 

4 Soares RDP, Torres MGM, Faro NF, Durval RO, Bastos MSCBO. Implantação da Teledermatologia em Belém-PA: avanços e desafios da saúde digital no contexto amazônico. Anais do XI Congresso brasileiro de Telemedicina e Telesaúde; 11-14 de abril 2024; Goiânia, Brasil. Disponível em: https://sistemacenacon.com.br/evento/cbtt2024/trabalhosaprovados/naintegra/3232 

5 Bastos MSCBO. Núcleo de telessaúde do complexo hospitalar universitário da UFPA. Projeto submetido ao Ministério da Saúde/Secretaria Executiva/Departamento de Saúde Digital; 2020 p. 13.

6 Andreza MNS, RatsJGB,Diniz CLF, Cartaxo NL, Nascimento JM, Dantas JVS, Magalhães AG, Santana WJ. A telessaúde como instrumento de educação e saúde. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.9, n.4, p.13319-13330, abr., 2023. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/58861/42762 Acesso em: 05 jun. 2024.

7 Rocha R, Camargo M, Falcão L, Silveira M, Thomazinho G. A Saúde na Amazônia: Legal Evolução Recente e Desafios em Perspectiva Comparada. 2021, Estudos institucionais 04, Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. Disponível em: https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-Saude-na-Amazonia-Legal.pdf

8 Pinto ICM, Esperidião MA (organizadoras). Política nacional de educação permanente em saúde: monitoramento e avaliação. Salvador: EDUFBA, 2022.

9  Vasconcelos MKS, Prado MML, Silva AJR, Barroso AIA, Machado LMC, Azevedo MF, Andrade FCR, Menezes JGP et al. Impacto das tecnologias de saúde na Atenção Primária à Saúde para atendimento e gestão. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. Vol.  6, Issue 4, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1863/2113. Acesso: 07 jan de 2025.

10 Maeyama MA, Calvo MCM. A Integração do Telessaúde nas Centrais de Regulação: a Teleconsultoria como Mediadora entre a Atenção Básica e a Atenção Especializada. Rev. bras. educ. med. SC, 2018. Disponível: https://doi.org/10.1590/1981-52712015v42n2RB20170125. Acesso: 07 jan de 2025.

11 Celes RS, Rossi TRA, Barros SG, Santos CML, Cardoso C. A telessaúde como estratégia de resposta do Estado: revisão sistemática. Rev. Panam Salud Publica,  2018. Disponível: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6385855/. Acesso: 04 jan de 2025

12 Fortuna CM, Matumoto S, Mishima SM, Rodríguez AMMM. Collective Health Nursing: desires and practices. Rev Bras Enferm [Internet]. 2019;72(Suppl 1):336-40.